Mais de 25 milhões de brasileiros apostam em bets ilegais

Ministro da Justiça afirma que plataformas clandestinas representam até metade do mercado no País
Por O Hoje
Data: 22/06/2026
Foto: Joédson Alves/ABr

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, informou nesta sexta-feira (19) que cerca de 25,2 milhões de brasileiros realizam apostas por meio de plataformas ilegais. Segundo ele, as chamadas “bets clandestinas” já representam entre 41% e 51% do mercado formal de apostas no País.

Durante anúncio de novas medidas de combate ao setor irregular, o governo federal informou que pretende bloquear recursos financeiros vinculados às plataformas ilegais e destinar os valores ao Fundo Nacional de Segurança Pública, respeitando os trâmites legais.

De acordo com o ministro, mais de 40 mil sites de apostas já foram retirados do ar. Ele também alertou para o interesse de organizações criminosas no setor, o que tem levado o governo a intensificar a fiscalização e a repressão às empresas que atuam sem autorização.

Operação contra bets ilegais

A ofensiva mais recente ocorreu nesta quinta-feira (18), com a realização da Operação Conto da Sorte. A ação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão nos Estados de Pernambuco, Ceará e São Paulo.

A operação foi conduzida pelos Ministérios Públicos do Rio Grande do Norte e de Pernambuco, com apoio da Receita Federal. Nesta fase, não houve prisões.

As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara da Comarca de Currais Novos, no Rio Grande do Norte.

Investigação aponta esquema bilionário

Segundo o Ministério da Fazenda, apenas 350 pessoas utilizavam 37 instituições financeiras, principalmente fintechs e empresas de pagamento, para operar mais de 40 mil aplicativos e sites ilegais de apostas.

A investigação teve início após análises técnicas da Secretaria de Prêmios e Apostas. O foco recaiu sobre a atuação da Lotseridó, autarquia criada pela Prefeitura de Bodó, no Rio Grande do Norte.

Antes de encerrar as atividades, em outubro de 2025, a autarquia teria credenciado de forma irregular empresas de apostas de quota fixa, que continuaram operando sem autorização do governo federal.

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