Goiás investiga caso após suspensão de vacina Butantan-DV contra a dengue
Goiás suspendeu temporariamente a aplicação da vacina contra a dengue do Instituto Butantan após o Ministério da Saúde orientar para a paralisação em todo o País, na segunda-feira (8). Até ontem, o Estado aplicou 10,6 mil doses em profissionais da atenção primária à saúde.
O governo federal paralisou a vacinação com a Butantan-DV após o registro de 42 casos com sinais de alerta identificados pelo sistema de farmacovigilância, que seguem em investigação. Em Goiás, há um caso sob análise: um homem de 58 anos, vacinado em março, do interior. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), ele está em casa e passa bem.
A paralisação temporária do uso do imunizante foi adotada por precaução e a partir de consenso entre o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi anunciada na segunda-feira (8). Ela ocorreu após os registros de casos sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos.
A identificação desses episódios foi feita pela farmacovigilância, um procedimento padrão de monitoramento adotado sempre que um novo insumo desse topo passa a ser usado no Sistema Único de Saúde (SUS).
No caso da Butantan-DV, os efeitos raros e inesperados correspondem a 0,008% de um total de 500 mil doses aplicadas até 30 de maio. Dentre eles, três foram classificados como graves, incluindo dois óbitos. Ainda não há resultado conclusivo sobre a correlação deles com a vacina.
Profissionais da saúde
A estratégia de vacinação com o imunizante do Butantan, iniciada em fevereiro deste ano, estava voltada a profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde. De acordo com o Instituto Butantan, ,nos três municípios onde houve a ampliação da vacinação para a massa da população -- Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), o acompanhamento de farmacovigilância se mostrou positivo, sem casos importantes de reação adversa.
Orientação
Para quem já recebeu a vacina, a orientação é observar o estado de saúde por 21 dias após a aplicação. Em caso de sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral, deve-se procurar atendimento médico. Nesse sentido, a subsecretária de Vigilância em Saúde de Goiás, Flúvia Amorim, lembra que o Estado está no período de inverno, época propícia para doenças respiratórias, como a gripe, que também pode causar sintomas como febre. "Por isso, é necessário investigar", conta.
Goiás recebeu 26,9 mil doses da vacina e aplicou 10,6 mil. A partir de agora, as secretarias municipais de Saúde irão reforçar a vigilância dos pacientes vacinados que apresentarem sintomas sugestivos de dengue, notificando os casos suspeitos à vigilância local e garantindo assistência.
Além da vacina do Butantan, desde 2024 já existe um imunizante contra a dengue disponível na rede pública. A vacina japonesa Qdenga é destinada ao público de 10 a 14 anos e continua sendo aplicada normalmente. "Pode continuar sendo utilizada e deve", reforça Flúvia. No Brasil, cerca de 8 milhões de doses já foram aplicadas.
Em nota, o Butantan disse que trabalha para apoiar o Ministério da Saúde e a Anvisa, "fornecendo todas as informações disponíveis sobre a vacina, realizando novos estudos e acompanhando os vacinados".
Mais Notícias
Esteja sempre atualizado sobre os principais acontecimentos
Supermercados podem funcionar até as 14h nos feriados, diz sindicato
Já nos domingos, devem funcionar somente até as 11h Saiba mais
Goiás investiga caso após suspensão de vacina Butantan-DV contra a dengue
Estado aplicou 10,6 mil doses em profissionais de saúde. Paciente imunizado em março é um homem de 58 anos que está em casa e passa bem, segundo a SES-GO Saiba mais