Caiado desconversa sobre vice após Kassab se colocar à disposição

Ex-governador foi evasivo ao responder sobre articulações e apontou foco em agendas pelo país para se tornar conhecido e estabelecer palanques locais
Por O Popular
Data: 01/06/2026
Presidente Gilberto Kassab e Ronaldo Caiado: escolha de vice passará pelas instâncias partidárias (Diomício Gomes / O Popular)

O pré-candidato a presidente da República, Ronaldo Caiado (PSD), foi evasivo sobre a articulação interna no partido para que o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, seja o nome escolhido para a candidatura a vice , ao lado do ex-governador goiano. Caiado desconversou sobre a definição de qualquer nome até o período próximo às convenções partidárias, que ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto.

Até lá, o pré-candidato pretende focar na estruturação de palanques regional nos estados. "Olha, eu não vou fazer avaliação de nome, até porque isso só vai ser tratado no período pré da convenção, em julho. Eu não vou especular sobre um assunto, porque eu tenho que focar naquilo que eu estou fazendo", afirmou o ex-governador, em referência à sequência de agendas realizadas na última semana, encerrada com compromissos políticos no Paraná e no Rio Grande do Sul.

Kassab sinalizou que pode ser vice na chapa presidencial do partido , mas ressaltou que a decisão sobre a composição caberá ao candidato, além das lideranças da própria sigla. A manifestação ocorreu em postagem nas redes sociais no sábado (30). "Como presidente e militante do PSD, coloco-me à disposição para ouvir e acatar qualquer decisão coletiva, sabendo, de antemão, que ela será a melhor para o futuro do nosso projeto", afirmou o dirigente.

Kassab destacou, no entanto, que a palavra final sobre a formação da chapa será de Caiado, após a consulta interna ao partido. "Obviamente, a palavra final deve ser do nosso candidato, depois de ouvidas todas as instâncias partidárias e o conjunto de nossas forças apoiadoras", escreveu o presidente.

A manifestação ocorre após lideranças do PSD, como Jorge Bornhausen e Heráclito Fortes, defenderem seu nome para a vice na chapa de Caiado. Na postagem, Kassab disse ainda receber as indicações com "honra", mas ponderou que a definição depende de articulações políticas e de entendimentos também fora da legenda.

O movimento ganhou força no contexto de rearranjos no campo da direita, diante dos desgastes do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), depois da divulgação de sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Na última semana, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também pré-candidato à Presidência, admitiu a possibilidade de compor uma chapa com Caiado, enquanto o goiano também afirmou que há espaço para uma aliança entre os dois em uma candidatura única.

Palanques

Ao definir foco prioritário na construção de palanques nos estados que apoiem o próprio projeto nacional, Caiado participou no sábado (30) do lançamento da pré-candidatura do vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza (MDB) ao governo do estado. O goiano cumpriu agenda no estado gaúcho desde sexta-feira (29), com compromissos também em Caxias do Sul e jantar com aliados, incluindo Gabriel Souza, e lideranças do setor produtivo.

O pré-candidato a vice-governador Ernani Polo (PSD) e os pré-candidatos ao Senado, Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD), participaram do lançamento da chapa no estado. "Estou chegando aqui do Rio Grande do Sul, do lançamento da candidatura ao governo. Lá o Gabriel é o candidato do Eduardo Leite, junto com toda a base do governo. Foi lançada a chapa com Caiado como presidente, o Ernani de vice e dois candidatos ao Senado. Aí sim, andando junto com Santa Catarina, com o João Rodrigues, que é o candidato ao governo, assim como no Paraná, com o candidato do Ratinho Júnior. Em São Paulo, teremos a nossa base também, junto com o Tarcísio", afirmou Caiado.

O goiano ainda avisou que terá agenda para estruturar a própria a base de pré-campanha em Minas Gerais, nesta segunda-feira (01), antes de seguir para sequência de atos no Nordeste. "A partir daí, vamos concentrando as ações. O Sul, nós já fizemos. Também em São Paulo e Minas. Depois, Bahia e Ceará são as próximas ações no Nordeste brasileiro", disse.

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