Daniel tem 37% contra 20% de Marconi e 12% de Wilder
O cenário da disputa ao governo de Goiás sofreu pouca alteração após os primeiros dias de campanha eleitoral, com vantagem de 17 pontos do governador Daniel Vilela (MDB) sobre o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), segundo a pesquisa Quaest/TV Anhanguera divulgada nesta quinta-feira (27).
No levantamento estimulado - quando os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor -, Daniel lidera com 37% contra 20% de Marconi e 12% do senador Wilder Morais (PL). A pesquisa foi realizada dos dias 23 a 26 de agosto. A campanha eleitoral teve início no dia 16, mas deve esquentar a partir desta sexta-feira (28), com o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
No atual cenário, o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT) aparece com 4%. Luciana Amorim (UP) e Danilo Pinheiro (PCO) não pontuaram. A pesquisa ouviu 804 eleitores goianos. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.
No fim de julho, a Quaest realizou pesquisa em Goiás, contratada pela Genial Investimentos, que apontava Daniel com 37%, Marconi, 21%, Wilder, 11%, e Luis Cesar, 3%. A simulação anterior incluía o nome de Cíntia Dias (PSOL) e não contava com Danilo Pinheiro. Ela teve 1% e ele agora não pontua.
No levantamento espontâneo, quando nomes dos candidatos não são informados ao eleitor, Daniel tem 17% das intenções de voto, enquanto Marconi aparece com 4% e Wilder, com 3%. Outros postulantes somam 1%.
A menos de 40 dias das eleições, 74% dos eleitores goianos disseram que ainda não sabem em quem votar para o governo. Aqueles que indicam voto nulo e branco ou que não vão comparecer às urnas somam 1%.
Em julho, na espontânea, Daniel tinha 13%, enquanto Marconi e Wilder apareciam com 3% e 2%, respectivamente. Os indecisos somavam 80%.
Rejeição
Marconi tem a maior rejeição entre os candidatos ao governo, com quase metade dos eleitores (49%) descartando o voto no tucano.
Daniel e Wilder aparecem com rejeição de 23% e 22%, respectivamente, mas o candidato do PL é bem menos conhecido do eleitorado: 56% não o conhecem, enquanto o índice do governador é de 25%.
A resistência ao voto em Luis Cesar é de 19%. Luciana e Danilo têm 10% e 9% de rejeição, respectivamente.
No levantamento de julho, a rejeição a Marconi era de 46%; a Wilder, 21%; a Daniel, 20%; e a Luis Cesar, 18%.
O governador reduziu em 5 pontos porcentuais o índice de desconhecimento no Estado. Wilder também teve diminuição de 6 pontos.
Definitivo
Daniel tem porcentual maior de eleitores com voto cristalizado. Quando o entrevistado é perguntado se a escolha apontada no cenário estimulado é definitiva ou ainda pode mudar, 65% daqueles que votam no governador dizem que a escolha é definitiva e 35% cogitam mudança.
Entre eleitores de Wilder, 56% dizem que a escolha é definitiva, 43% ainda podem mudar e 1% não soube responder.
No grupo dos que votam em Marconi, 49% se dizem decididos e 50% não descartam a possibilidade de mudar.
2º turno
Os dados da simulação estimulada indicam 50,68% dos votos válidos para Daniel no primeiro turno. Para vencer a eleição já no dia 4 de outubro, é preciso obter 50% mais um dos votos. Considerando a margem de erro, é possível que a disputa ao governo de Goiás seja levada ao segundo turno.
Nas simulações para o possível confronto em 25 de outubro, Daniel aparece à frente de Marconi e Wilder, com vantagem variando de 25 a 38 pontos, respectivamente. Em embate com o ex-governador, o emedebista tem 53% contra 28% do tucano. Os indecisos somam 11% e 8% indicam votos nulo e branco ou não comparecimento.
Já em possível disputa com Wilder, Daniel alcança 56% contra 18% do senador. Indecisos representam 15% e votos nulos, brancos e ausência, 11%.
O governador vem crescendo nas simulações de segundo turno. Em abril, pesquisa da Quaest também contratada pela Genial, indicava que, no enfrentamento a Marconi, ele tinha 46% contra 27% do tucano. Em julho, Daniel subiu a 52% contra 28% do ex-governador. Agora a vantagem passa a 25 pontos.
Contra Wilder, a frente de Daniel era de 30 pontos em abril (51% a 21%) e passou a 38 no mês passado (54% a 16%) e agora segue igual (56% a 18%).
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números GO-06186/2026 e BR-07810/2026. A Quaest também levantou intenções de voto da disputa ao Senado e Presidência da República.
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