Empresária é suspeita de vender e não entregar mercadorias

Suspeita, que está foragida, realizava a venda e entrega de alguns aparelhos, mas deixava de entregar diversos outros produtos, criando assim uma “prova social”, segundo o delegado
Por Jornal Daqui
Data: 24/07/2026
PCGO localizou um imóvel da suspeita em que eram armazenadas diversas mercadorias (Divulgação / Polícia Civil de Goiás)

Uma empresária de 34 anos foi alvo de buscas por suspeita de dar golpes na internet, em Anápolis, na região central do estado. Segundo o delegado Leonilson Pereira, a suspeita está foragida da polícia. Ela anunciava eletrônicos abaixo do preço de mercado, recebia pagamentos antecipados e não entregava os produtos. O prejuízo para as vítimas chega a R$ 800 mil.

A empresária foi identificada como Vanessa Lorany Reges de Almeida, conhecida como Vanessa Marega. Em nota, a defesa da suspeita informou ao DAQUI que tem ciência da investigação e que todos os fatos serão esclarecidos perante a Justiça. Além disso, ainda informou que não comentará o caso no momento (leia a nota na íntegra ao final do texto) .

A Operação Chamariz aconteceu na quarta-feira (22). Segundo a polícia, a empresária usava as redes sociais para anunciar aparelhos eletrônicos com preços menores do que são vendidos no mercado. Desta forma, ela acabava atraindo vários consumidores pela internet. No entanto, para garantir a reserva e a entrega dos eletrônicos, ela cobrava um pagamento antecipado por Pix.

Segundo a polícia, ela acabava ganhando a confiança dos clientes por meio de uma "prova social", quando realizava entregas pontuais, ela criava uma falsa aparência de legitimidade por meio dos feedbacks dos clientes. Mas já outros clientes não recebiam as mercadorias e nem tinham os valores da antecipação devolvidos.

Essa empresária realizava a venda de produtos eletrônicos, envolvendo as redes sociais. Os preços dos produtos eram abaixo do valor do mercado, só que ela exigia o pagamento adiantado via Pix e realizava algumas entregas e deixava de realizar várias outras, onde as vítimas ficavam sem o valor e o produto", informou o delegado Leonilson Pereira.

A mulher tem um histórico parecido de atuação na região de Aparecida de Goiânia, segundo a polícia. As investigações se iniciaram após várias pessoas caírem no golpe. A Polícia Civil de Goiás e o Ministério Público foram acionados.

Durante a operação, a PCGO localizou um imóvel da suspeita em que eram armazenadas diversas mercadorias. O Poder Judiciário determinou o bloqueio judicial do imóvel, o sequestro de valores em contas bancárias da suspeita e da empresa em nome dela.

De acordo com o delegado, Vanessa Lorany possui dois mandados de prisão em aberto e é considerada foragida. "Foram ouvidas diversas vítimas, apresentados comprovantes de pagamentos e foram representados judicialmente por diversas medidas judiciais, dentre as quais uma prisão preventiva da investigada, que se encontra foragida, pela investigação da Geic de Anápolis", informou o delegado.

Nota da defesa de Vanessa Lorany

A defesa de Vanessa Lorany Reges de Almeida informa que tem ciência da investigação e reafirma seu respeito às instituições e ao devido processo legal. Todos os fatos serão devidamente esclarecidos perante a Justiça, no momento oportuno, por meio dos instrumentos legais cabíveis. As medidas necessárias para o exercício pleno da defesa já estão sendo adotadas, motivo pelo qual a defesa não fará comentários sobre o mérito da investigação neste momento.

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