Integração e tecnologia explicam redução de crimes patrimoniais
Em clima de Copa do Mundo [ e viradas históricas] um dos dados que mais intriga especialistas em Segurança Pública é a virada de Goiás nos últimos sete anos na área de combate ao crime: o Estado era um dos líderes de roubos de carros e crimes patrimoniais. As facções dominavam presídios. E roubo a banco era rotina nas cidades. Com mudanças pontuais na Segurança Pública na gestão Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, ocorreu a inversão dos números.
Em que pese exista maior e melhor policiamento ostensivo, que inclui perseguições e prisões, outra frente é a investigação e retirada de cena dos bandidos que antes roubavam bancos para financiar o crime de varejo: tráfico de drogas, furtos menores, golpes, etc.
A combinação de integração entre as forças de segurança, uso de tecnologia, inteligência policial e ações permanentes de combate ao crime organizado ajuda a explicar a redução dos crimes patrimoniais em Goiás.
O resultado aparece no Mapa da Segurança Pública 2026, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que coloca o estado com a menor taxa de roubo de veículos do país em 2025 e mostra retração também nos índices de furto de veículos e roubo de carga.
Segundo o levantamento, Goiás registrou taxa de 9,40 roubos de veículos para cada 100 mil veículos da frota, muito abaixo da média nacional, de 80,87. Em números absolutos, foram 483 ocorrências em 2025, contra 725 no ano anterior, redução de 33,38%, desempenho superior ao registrado no Brasil, onde a queda foi de 17,58%. Santa Catarina e Mato Grosso do Sul aparecem na sequência entre os menores índices nacionais.
Segundo o governador Daniel Vilela, um dos motivos é o uso cada vez maior de tecnologia. Governador que bancou o uso da Inteligência Artificial (IA) contra o crime, Daniel acredita que a tecnologia intimida o bandido e documenta o ilícito, facilitando a ação da polícia.
Os resultados acompanham a estratégia adotada pelo Estado nos últimos anos, baseada no compartilhamento de informações entre as polícias, monitoramento por câmeras, reforço da inteligência, fiscalização em rodovias e operações voltadas à desarticulação de quadrilhas especializadas em roubos e receptação de veículos. A atuação integrada também contribui para dificultar a circulação e a comercialização de bens obtidos de forma criminosa.
Segunda menor
No furto de veículos, Goiás contabilizou 3.115 registros em 2025, redução de 13,06% em relação ao ano anterior. A taxa estadual, de 60,60 ocorrências por 100 mil veículos, foi a segunda menor do país. O relatório também aponta queda de 56,52% no roubo de cargas, com apenas dez ocorrências registradas no ano passado, além da manutenção de quatro anos consecutivos sem casos de roubo a instituições financeiras.
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