Caiado passa a negar formação de chapa conjunta com Zema

Rejeição de unificação ocorre uma semana após os dois sinalizarem publicamente para a possibilidade de aliança eleitoral da centro-direita já no 1º turno
Por O Popular
Data: 05/06/2026
Ronaldo Caiado em entrevista ao podcast: conversa com Zema foi sobre “ambiente de cooperação” (Reprodução)

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, negou a possibilidade de composição de seu projeto com a pré-candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) , na disputa presidencial de outubro. A rejeição do acordo para unificação ocorreu uma semana após os dois sinalizarem publicamente para a possibilidade de aliança eleitoral da centro-direita já no primeiro turno.

"O Zema vai continuar com a campanha dele, e eu vou continuar com a minha. A conversa minha com o Zema foi no sentido de não continuarmos com esses desentendimentos dentre nós candidatos e que a centro-direita não pode chegar fragmentada no 2º turno", afirmou Caiado na quarta-feira (03), em declaração durante entrevista ao podcast Iron Talks, em São Paulo, após ser questionado se aceitaria ser vice do mineiro.

O ex-governador alegou que as conversas entre os dois tiveram apenas o objetivo de construir um ambiente de cooperação entre os postulantes da centro-direita, mas sem representar a formação de uma chapa conjunta. O goiano apontou que a unidade de discurso envolve também o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL).

Esse foi o motivo de várias conversas. Tivemos o primeiro encontro em Belo Horizonte, onde estavam Flávio, Zema e eu. Nós tivemos a oportunidade de conversar os três juntos reforçando a tese da unidade do segundo turno", disse. Na terça-feira (2), os três pré-candidatos participaram juntos da exposição Megaleite, em Belo Horizonte. No evento, os três defenderam a união da direita contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), posaram para fotos e discursaram no mesmo palco.

A modulação do discurso de Caiado sobre a possibilidade aliança com Zema no primeiro turno ocorreu após reações negativas ao possível acordo entre lideranças do PSD, que passaram a articular para garantir a formação de chapa pura. As indicações internas passaram a considerar o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, como alternativa para a candidatura a vice-presidente.

Nesta semana, a apresentadora Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos, foi apresentada como alternativa para a posição na chapa e foi considerada um "nome forte", por Ronaldo Caiado. Silvia se filiou ao PSD em março para concorrer como deputada federal por São Paulo. A defesa por solução caseira no partido aponta para a necessidade de "identificação" dos candidatos com a sigla.

A reação foi materializada em mensagem que circulou entre grupos de lideranças da legenda nas últimas duas semanas. "Consideramos inaceitável que, ao menos, o candidato a vice-presidente não tenha vinculação com as raízes do PSD, considerando que o candidato à Presidência acaba de chegar ao partido e que nem sua esposa, candidata ao Senado por Goiás, é filiada ao PSD", apontava o texto, em referência à ex-primeira-dama Gracinha Caiado (UB).

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