Greve na Educação afeta 25 mil alunos em Goiânia
O primeiro dia da greve dos servidores da rede municipal de educação de Goiânia impactou cerca de 100 unidades educacionais, entre escolas e creches. Dentre essas, metade está funcionando de forma parcial, seja com horário reduzido ou com rodízios de turma. Já as demais seguem sem atendimento às crianças.
A estimativa é que 25 mil estudantes foram afetados. Conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), ao menos 4 mil profissionais aderiram à paralisação. A rede conta, ao todo, com 373 instituições e 18 mil servidores -- considerando efetivos e contratos.
A greve foi deflagrada pela categoria na última quinta-feira (7), durante assembleia promovida pelo sindicato, e começou ontem (12). Na data, a presidente em exercício do Sintego, Ludmylla Morais, explicou que a decisão tinha ocorrido após mais de 1 ano e meio tentando negociar com a Prefeitura. Por outro lado, o secretário executivo da Secretaria Municipal de Educação (SME), Jaime Ricardo Ferreira, defendeu que a greve seria "imprópria" no momento, pois os pontos citados pela entidade já estavam em negociação. Entre eles, a atualização do piso salarial do magistério, além da data-base e também o plano de carreira dos servidores administrativos.
Projeto de lei
Logo após a deflagração da greve, o prefeito em exercício Anselmo Pereira (MDB) enviou o projeto de lei que trata sobre a atualização do piso salarial do magistério à Câmara Municipal. O projeto prevê o reajuste de 5,4% no salário dos professores da rede municipal, pagos a partir do dia 1º de maio.Benefícios como gratificação de regência de classe, pelo exercício de atividades de pesquisa, captação e técnico-educacionais especializadas, além de auxílio locomoção, também devem sofrer reajuste no mesmo percentual. O mesmo ainda deve ser analisado e aprovado na Casa para entrar em vigor.
A medida, contudo, não foi o suficiente para parar o movimento grevista. Conforme a presidente do Sintego, outros pontos ainda precisam ser definidos para que haja uma solução para o impasse. "Entre os pontos primordiais, estão o plano de carreira dos administrativos, que é o 'top' da pauta, a data-base, as progressões, o enquadramento da Lei Federal 15.326 (de 2026, que reconhece professores da educação infantil, tais como auxiliares de atividades educativas, como profissionais do magistério), e a sobrecarga de trabalho. Sem convocar novos concursados, a sobrecarga permanece", comenta.
Diante disso, na manhã de ontem, servidores da educação participaram de um ato no Cepal do setor Sul, seguindo em caminhada até a porta do Ministério Público de Goiás (MP-GO). "Estamos com média de 4 mil servidores na greve. Tudo dentro da legalidade", cita Ludmylla.
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