Servidores da educação municipal de Goiânia anunciam greve para a próxima semana

Servidores municipais aprovaram a medida nesta quinta-feira (7), alegando que as tratativas junto à Prefeitura não avançaram em relação ao piso salarial e plano de carreira
Por Jornal Daqui
Data: 08/05/2026
Entrada do Cmei Vila União, na região sudoeste da capital, uma das unidades que podem ser afetadas pela greve (Guilherme Alves / O Popular)

A partir de terça-feira (12), servidores municipais da educação de Goiânia devem iniciar uma greve, após a categoria ter aprovado a paralisação. Entre as principais reivindicações, está o pagamento do piso salarial do magistério deste ano, atualizado em janeiro, além do envio do plano de carreira dos servidores administrativos.

Conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), a medida foi tomada após não ter ocorrido avanços nas negociações junto à Prefeitura. Por outro lado, a administração vê que a decisão seria "imprópria" para o momento.

A deflagração da greve para a próxima semana foi tomada durante assembleia ontem, e a entidade sindical deve fazer o comunicado aos servidores dentro das unidades de ensino entre hoje e segunda-feira (11), quando deve ser indicado o número de instituições que devem aderir ao movimento. Presidente em exercício do Sintego, Ludmylla Morais explica que a decisão ocorre após mais de um ano e meio tentando negociar com a Prefeitura. "O plano de carreira dos administrativos continua estagnado, parado. Esse ano pedimos agenda para resolver, e quando não estava avançando chamamos a categoria e, em assembleia, decidiram por uma nova assembleia com paralisação e indicativo de greve", explica.

O que eles pedem

Dentre as reivindicações da categoria, está o pagamento do piso salarial do magistério deste ano e data-base dos servidores administrativos, e o envio do projeto de lei do plano de carreira dos administrativos à Câmara Municipal. Há ainda, contudo, outras demandas, como progressão de servidores, convocação de concursados. "Tem servidor com mais de três anos de progressões atrasadas, e a Prefeitura não sinalizou nenhuma sequer. Também a terceirização da merenda que tem sido falada em reunião com diretores, e inclusão escolas nas creches, já que as crianças estão desassistidas e os professores sobrecarregados."

Conforme a dirigente sindical, nenhuma proposta sobre os pontos levados pela entidade foi apresentada até o momento pelo município. "Nós queremos resolver o problema e isso foi dito exaustivamente para a Prefeitura. Se apresentar uma proposta, vamos chamar imediatamente a categoria para negociar sobre."

Após a deflagração da greve ontem pela manhã, a Secretaria Municipal de Educação (SME) fez uma coletiva de imprensa par falar sobre os resultados na educação. Durante o encontro, o secretário-executivo da pasta, Jaime Ricardo Ferreira, defendeu que deve continuar o diálogo junto à entidade sindical para solucionar as demandas da categoria. Conforme ele, os projetos de lei do piso salarial do magistério e da data-base dos administrativos já está pronto para ser encaminhado à Câmara Municipal "nos próximos dias".

"O município entende que a demanda é legítima. O prefeito já anunciou que o piso nacional dos professores vai ser pago agora no mês de maio, e já iniciou as tratativas exatamente em relação ao plano de carreira dos servidores administrativos. Então, nesse momento, essa greve ela pode ser um pouco imprópria, porque tudo isso está em negociação".

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