Policarpo diz que projeto que aumenta títulos de cidadania tem equívocos

Presidente da Casa reforça parecer da procuradoria e sinaliza que proposta que amplia número de homenagens tende a ser engavetada
Por O Popular
Data: 29/04/2026
Presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo: vereadores não concordam com o projeto que amplia homenagens (Fábio Lima/O Popular)

O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo (Cidadania), disse ao POPULAR , nesta terça-feira (28), que o projeto de resolução do vereador Tião Peixoto (PSDB) que pretende ampliar de 15 para 60 o número máximo de títulos de cidadania goianiense que cada um dos 37 vereadores pode propor tem "equívocos na parte técnica" e "problemas políticos", sinalizando que a proposta tende a ser engavetada pela Casa.

"Além da parte técnica do projeto estar equivocada, a gente ainda tem um problema político, porque a maioria dos vereadores aqui não concorda com o projeto. A Câmara entende que esse aumento exagerado de títulos por vereador poderia provocar um efeito totalmente oposto do que é a entrega de um título de cidadão goianiense. Você estaria banalizando algo importante da cidade, que é trazer uma pessoa de outra cidade para também se tornar um cidadão daqui da capital", afirmou Policarpo.

O presidente do Legislativo municipal comentou a tramitação depois de a proposta ter recebido parecer da Procuradoria-Geral da Câmara pelo arquivamento. O despacho aponta que a matéria é inconstitucional por violar os princípios da moralidade e da impessoalidade e por não prever impactos financeiro e orçamentário.

Questionado sobre os gastos de R$ 1 milhão com honrarias (medalhas, diplomas, comendas) previstos para este ano, revelado pelo POPULAR , Policarpo disse o orçamento proposto no ano anterior não equivale aos gastos reais despendidos pela Casa. "Todos os anos, se você reparar na prestação de contas da Câmara, a previsão orçamentária, não só para esse tipo de gasto, como para outros, ela é menor do que aquilo que é previsto", disse Policarpo.

"E por isso existem os remanejamentos. Então você coloca o gasto, obviamente, e não gastando, você remaneja esse recurso para outro local. Não há o que se falar em aumento, provavelmente deve ser um valor até menor do que esses 1 milhão", acrescentou ainda o presidente da Câmara.

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