Gripe K: Goiás registra os três primeiros casos
Goiás registrou os três primeiros casos confirmados do subclado K, conhecido como Gripe K, por ser uma mutação do vírus Influenza A (H3N2). De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO), diante do cenário epidemiológico analisado em outros países, o subclado K mostra ter maior transmissibilidade entre pessoas, mas os casos costumam não evoluir para quadros graves.
As pessoas contaminadas no estado são de Caldas Novas, Anápolis e Itumbiara, segundo a SES-GO. Conforme a pasta, foram casos leves que evoluíram para cura.
A SES-GO informou que, até o momento, não foi documentada uma mudança significativa na gravidade clínica dos infectados, como internações hospitalares ou óbitos. No entanto, as temporadas dominadas pelo subtipo A (H3N2) costumam estar associadas a maior gravidade, especialmente entre idosos.
Sobre o nome "supergripe", a secretaria afirmou que não é o termo adequado, pois não há qualquer alerta maior de gravidade ou de letalidade, que seria o número de óbitos.
A superintendente de Vigilância Epidemiológica e Imunização da SES, Cristina Laval, afirmou que, em países da América do Norte e da Europa, onde foi mais frequente a circulação dessa mutação em 2025, houve um aumento no número de casos. Contudo, segundo ela, em Goiás há uma contaminação isolada, pois não é a variante dominante.
Foram casos onde aconteceu o isolamento mais no início desse ano de 2026, e que o resultado do isolamento e do sequenciamento genômico só chegou agora, mas a informação que nós temos são que foram casos leves de síndrome gripal com uma resolução ótima sem necessidade de internação, portanto não foram casos graves", salientou.
Segundo a superintendente, as vacinas contra a influenza que são disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) se demonstraram eficazes contra essa mutação.
É muito importante a gente reforçar a vacinação, principalmente para os grupos prioritários, que são crianças de seis meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos acima de 60 anos, que são exatamente as pessoas mais vulneráveis de adolescer pelo vírus influenza. E tendo qualquer um dos subtipos, elas podem evoluir para casos graves e óbitos, por isso a importância da vacinação", alertou.
Em 2026, Goiás já registrou 2.231 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), sendo 84 pelo vírus Influenza, com 99 óbitos confirmados por Srag, sendo 8 por Influenza. A SES emitiu, nesta semana, uma nota informativa aos municípios recomendando o reforço das medidas de prevenção e controle, considerando o início da sazonalidade do vírus Influenza.
Primeiro caso no Brasil
O primeiro caso foi registrado no Brasil por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), em dezembro de 2025, após a coleta de amostra de uma mulher estrangeira, oriunda das ilhas Fiji, que estava em Belém, no Pará. Este caso foi classificado como importado.
Segundo a SES-GO, com a sazonalidade do Hemisfério Norte, especialmente na Europa, a atividade da Influenza iniciou mais cedo, e o subclado K representou quase metade das sequências reportadas. Nos Estados Unidos da América e no Canadá, foi registrada maior circulação do subtipo A (H3N2), com um aumento progressivo das detecções do subclado K da gripe A (H3N2).
A vacinação contra a Influenza começou em Goiás no último dia 28 de março, com mais de 115 mil doses aplicadas no Dia D de Vacinação contra Influenza. A vacinação permanece sendo realizada nas mais de mil salas de vacinação nos municípios goianos para os grupos prioritários, de acordo com a pasta.
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