Clínica busca voluntários para testar medicação similar a canetas emagrecedoras
Acaba de entrar na última fase um estudo com três medicamentos voltados ao tratamento de diabete e obesidade e à prevenção de doenças cardiovasculares e diabete tipo 1, pelo Centro de Pesquisa Cendi, em Goiânia. O primeiro se assemelha às canetas emagrecedoras, mas com a diferença de que a aplicação, ao invés de semanal, é mensal. Hoje, 12 pacientes participam da pesquisa, mas o laboratório tem a expectativa de conseguir mais voluntários até o término da etapa, prevista para o fim de 2026. Os remédios devem chegar ao mercado em 2029.
Os medicamentos ainda não têm nome porque estão em fase de testes. O médico responsável pela pesquisa na Clínica Cendi é o endocrinologista Nelson Rassi. Ele afirma que tudo ainda é muito confidencial, mas explica como vão funcionar. O primeiro remédio é voltado para perda de peso, controle do diabete e cardioproteção, além da proteção cerebral e do sistema arterial periférico. "Ele será utilizado principalmente em pessoas que já tiveram enfarte do miocárdio, AVC (acidente vascular cerebral), ou pessoas que já tiveram problemas na circulação das pernas, que já sofreram amputação, por exemplo", disse.
Benefícios
Segundo Rassi, a ideia é que, com esse medicamento, além de perder peso e controlar a diabete, o paciente tenha menos chances de sofrer um novo enfarte ou um novo AVC. "Porque as pessoas que já tiveram enfarte ou AVC têm uma chance maior de ter outros. O medicamento é para evitar que isso aconteça", explicou. O médico afirma que isso é possível porque o remédio ajuda no controle da pressão arterial e do colesterol.
A atuação é semelhante à tirzepatida, conhecida como mounjaro, que é aplicada semanalmente. "A diferença é que o que estamos testando terá aplicação mensal", afirmou. O objetivo, segundo o médico, é aumentar a adesão dos pacientes ao medicamento, por conta do intervalo maior entre as aplicações.
O segundo medicamento tem o objetivo de proteger o coração contra a insuficiência cardíaca. Rassi afirma que o objetivo é atender pacientes que já enfartaram ou possuem um stent no coração, ou seja, um tubo colocado de maneira cirúrgica para desobstruir artérias. "Porque essas pessoas também têm chance de ter um outro problema de coração, uma falência cardíaca. O intuito é evitar a reincidência", disse.
Diabetes
O terceiro remédio tem como público-alvo pessoas que tenham familiares com diabetes tipo 1. "O irmão de quem tem a doença, que são geralmente crianças e adolescentes, tem 5% de chance de desenvolver diabetes tipo 1", afirmou. Segundo Rassi, o medicamento vai funcionar para evitar a doença.
O estudo de medicamentos envolve uma fase pré-clínica, quando a substância é testada em laboratório e em animais para avaliar seu potencial e segurança, e depois entra na fase clínica, dividida em três etapas: na primeira, com poucos participantes, são definidas a dose, segurança e possíveis efeitos colaterais; na segunda, com mais pacientes, avalia-se o funcionamento do remédio; e na terceira, com um grande número de pessoas, de diferentes perfis e países, confirma-se a eficácia e a segurança.
Segundo Rassi, não há limite de pacientes para a pesquisa. Ele conta que, no geral, essas pesquisas envolvem dezenas e até centenas de pessoas. Hoje, o centro de pesquisa busca por mais voluntários. Para participar, é preciso entrar em contato com a clínica.
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