Calor se intensifica em Goiás
Uma massa de ar quente está sobre o estado, que passou a registrar elevação nas temperaturas neste mês desde domingo (9). Na segunda-feira (10), a estação de medição do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) da Avenida Paranaíba, em Goiânia, marcou 38,3°C, batendo o recorde de temperatura para agosto desde o início das medições, em 1937. O recorde anterior para o mês havia sido de 37,7°C, registrado no ano de 2011. No mesmo dia, a Cidade de Goiás marcou 41,4°C, e São Miguel do Araguaia atingiu 41,1°C.
Porém, outras estações do Inmet na capital registraram índices diferentes, como a estação próxima ao Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna, com 35,3°C, e a do Setor Santa Genoveva, com 35,4°C. Essa variação de valores dentro do mesmo município é atribuída à densidade de urbanização, asfalto e construções na área central da cidade.
A dinâmica de calor que impede a entrada de frentes frias em Goiás é associada à atuação de um sistema de alta pressão. Segundo a coordenadora do Inmet, Elizabete Alves, é uma circulação de ar descendente.
"O ar vem da parte superior para a superfície e é seco. Então, ele seca essa região mais central. Por isso, não temos chuva e o final do inverno é tão quente. A primavera também é assim", diz.O gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), André Amorim, relata que a transição de temperaturas mínimas mais baixas para marcas mais altas acentuou a percepção de calor pela população.
O meteorologista aponta que "antes estavam as temperaturas mais baixas, de massa polar, o que contribui para o fortalecimento da bolha de ar quente que chegou de domingo para cá. Tínhamos registros de 16°C e agora estamos em 20°C. O ar frio não chega mais aqui, é um bloqueio da massa de ar quente e seca".
O fluxo de ar que se desloca para a superfície é seco e atua desidratando a atmosfera da região central do estado. Sob essa condição, a umidade cai significativamente e a ocorrência de chuvas é inibida, razão pela qual o final do inverno e a primavera são períodos caracterizados por calor acentuado. Esse sistema de alta pressão atua como uma barreira física, uma bolha de ar quente e seca. Isso inibe a aproximação de frentes frias e impede que massas de ar frio e polar avancem, bloqueando o ar frio e mantendo o tempo seco e quente.
O aumento térmico verificado nesta época do ano corresponde aos padrões habituais do inverno seco do Brasil Central. Elizabete Alves descreve que "a questão é da massa de ar seco que está predominando na região". "Quando chega agosto, ele vai ficando quente e muito quente. A umidade baixa e fica seco nessa região mais central", explica ela.
Marcas são normais, diz meteorologista
André Amorim complementa que as marcas de temperatura registradas estão próximas dos limites normais previstos para o período. "A princípio, esse aumento da temperatura não é o El Niño. É normal para esse período, pois as temperaturas estão bem próximas da média, de 1°C, 1,5°C acima da média. O negócio é que o frio demorou demais. Quando chegou o ar quente, a sensação é de que está muito quente", considera.
O gerente do Cimehgo acrescenta que as condições meteorológicas de agosto não configuram uma onda de calor. "Não estamos tendo esse fenômeno. Para isso, tem de ser 5°C acima da média por 5 dias consecutivos. Não temos isso agora."
Amorim assegura que os efeitos do El Niño ainda serão mais intensos entre setembro e outubro, quando será provável ocorrer ondas de calor.
Mais Notícias
Esteja sempre atualizado sobre os principais acontecimentos
Calor se intensifica em Goiás
Meteorologistas explicam que um sistema de alta pressão impede entrada de frentes frias no estado Saiba mais
Será que você precisa de tanta proteína assim?
Whey protein, bebidas enriquecidas com proteínas, barrinhas de proteínas, iogurte rico em proteínas, pão com proteínas, doce com proteínas, água com proteínas e até mesmo cerveja com proteínas. Saiba mais