Seis candidatos ao Senado têm bens acima de R$ 10 milhões

Levantamento entre os titulares e os suplentes já registrados mostra patrimônios declarados de R$ 334 milhões; maior é de Carlos Filho (PRD), primeiro suplente de Mendanha (PRD)
Por O Popular
Data: 12/08/2026
Carlos Filho com Gustavo Mendanha, ambos PRD: suplente do senatoriável possui maior patrimônio na disputa (Divulgação)

Os candidatos ao Senado por Goiás e seus suplentes somam patrimônio declarado de R$ 334 milhões. Dez senatoráveis e 20 suplentes registraram a candidatura até esta terça-feira (11). O prazo vai até sábado (15). Nesta lista, seis declararam à Justiça Eleitoral patrimônio superior a R$ 10 milhões. Dois informaram não ter bens.

O maior patrimônio é de Carlos Filho (PRD), primeiro suplente de Gustavo Mendanha (PRD), com R$ 157 milhões. Carlos é pecuarista, nasceu em Goiânia (mas tem atuação no agronegócio do Sudoeste) e está em sua primeira disputa eleitoral. Em sua lista de bens constam uma casa em um condomínio fechado da capital (de R$ 14 milhões), imóveis rurais e participações em uma empresa.

A assessoria de Carlos disse em nota que o suplente integra uma família que atua há quatro gerações no agronegócio, construiu relacionamento ao longo dos anos com diferentes segmentos e foi secretário de Indústria e Comércio de Goianésia. Quanto ao patrimônio declarado, a assessoria informou que os bens foram informados à Justiça Eleitoral conforme exigência da legislação.

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O segundo maior patrimônio é do senador e candidato à reeleição Vanderlan Cardoso (PSD), com R$ 66,8 milhões, que contém participação em empresas, casa, duas aeronaves (uma de R$ 11,9 milhões e outras em que há participação de 11,11%, de R$ 13 milhões), entre outros. Em 2024, quando disputou a Prefeitura de Goiânia, o pessedista informou patrimônio de R$ 26 milhões.

Em nota, Vanderlan informou que a evolução de seu patrimônio decorre do recebimento de dividendos das empresas das quais é sócio-proprietário e de aportes realizados em fundos de investimentos ao longo do período. O senador destacou que é empresário há mais de 40 anos.

O ex-prefeito de Goiatuba Hermes Traldi (PSDB) é o terceiro na lista, com patrimônio de R$ 24 milhões, que envolve, entre outros itens, apartamento, caminhonete, participação em empresas e terrenos. Traldi é segundo suplente de Ernesto Roller (PSDB) e foi prefeito de Goiatuba entre 1996 e 2000. Segundo ele, seu patrimônio foi construído anteriormente, entre os anos 1970 e 1980.

Traldi conta que foi um dos prefeitos que esteve ao lado de Marconi Perillo (PSDB) em sua primeira campanha para o governo de Goiás, em 1998. Neste ano, Marconi busca o quinto mandato de governador. De acordo com o empresário, sua indicação para a suplência de Roller foi feita pela Associação Goiana de Ex-prefeitos (Agexp), da qual já foi presidente. Traldi foi candidato a deputado federal em 2018, quando declarou R$ 20 milhões em bens.

Segundo suplente de Gracinha Caiado (UB), Fião de Castro (UB) informou patrimônio de R$ 17 milhões, formado, por exemplo, por participação em empresas, imóveis (como uma propriedade rural em Pilar de Goiás, adquirida de forma parcelada, de R$ 5 milhões) e aplicações financeiras. Fião é uma importante liderança do agronegócio. É ex-presidente da Central de Abastecimento de Goiás (Ceasa) e pai do prefeito de Goianésia, Renato de Castro (UB).

Patrimônio dos candidatos ao Senado em Goiás (Arte O Popular)

O empresário Leonardo Rizzo (PL) é primeiro suplente de Gustavo Gayer (PL) e aparece na lista com patrimônio de R$ 12 milhões, com aplicações financeiras, apartamentos, casa e chácaras, além de participações em empresas. Rizzo destacou que tem 70 anos de idade, sendo 50 como empresário. O candidato disse que entrou na política "por indignação" com o objetivo de "destravar o País".

Esta é a terceira vez que Rizzo entra em uma disputa eleitoral. A primeira foi em 2022, quando foi candidato ao Senado. Em 2024, foi candidato a vice-prefeito de Goiânia na chapa liderada por Fred Rodrigues (PL), que foi derrotada. Na época, Rizzo informou patrimônio de R$ 12 milhões.

O ex-deputado federal Alexandre Baldy (PP) aparece em seguida, com R$ 11 milhões. Baldy chegou a lançar pré-candidatura ao Senado, mas desistiu para ocupar a primeira suplência de Gracinha. Ele é presidente do Progressistas em Goiás, foi presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab) e atualmente é vice-presidente sênior do Grupo BYD no Brasil.

Na declaração de bens de Baldy à Justiça Eleitoral constam cinco veículos da BYD. Entre os bens também estão um porsche (de R$ 1,9 milhão), um relógio (de R$ 1,3 milhão) e aplicações financeiras. Em 2022, quando foi candidato ao Senado, Baldy informou patrimônio de R$ 3 milhões.

Paulo Rochifild (PV), segundo suplente de Cíntia Dias (PSOL), e Samir Hajjar (PSD), segundo suplente de Vanderlan, informaram não ter bens a declarar. A reportagem entrou em contato com Fião e Baldy, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.

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