Zema defende processo de impeachment contra frutas podres do STF

Ex-governador de Minas Gerais amplia críticas ao Supremo e troca de ataques com Gilmar Mendes; pré-candidato cumpre agenda em atos e reuniões em Goiás
Por O Popular
Data: 24/04/2026
Romeu Zema (Novo): inclusão no inquérito das fake news após citar Caso Master (Wildes Barbosa / O Popular)

O pré-candidato à presidente da República, Romeu Zema (Novo), defendeu nesta quinta-feira (23) a abertura e aprovação de processos de impeachment pelo Senado contra pelo menos três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Os novos ataques, direcionados a Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, ocorreram em meio a trocas de ataques entre o ex-governador de Minas Gerais e Gilmar Mendes, depois que o ministro apresentou notícia-crime a Moraes para incluir o político no inquérito das fake news.

"Eu vejo que o Supremo tem algumas frutas podres. Para mim, quem é do Supremo e teve contato com o criminoso, que é o chefe da quadrilha do Banco Master, não tem estatura moral para poder continuar no Supremo. Para mim, não tem e tem que sair. E nós estamos falando aí, pelo que eu sei, de dois ministros que tiveram um grande envolvimento, Alexandre de Moraes e Toffoli, e me parece que Gilmar Mendes de certa maneira também", acusou Zema ao POPULAR durante evento da pré-campanha presidencial em Goiânia.

Depois da sequência de ataques, parlamentares da oposição ampliaram articulação por pedido de impeachment contra Gilmar Mendes. O ministro do Supremo reagiu com solicitação para que o ex-governador seja investigado depois que Zema compartilhou um vídeo mostrando fantoches de Gilmar e Toffoli discutindo sobre o escândalo do Banco Master.

No vídeo, o fantoche representando Toffoli fala com o de Gilmar sobre suposta aprovação de quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. A comissão aprovou a quebra de sigilo da Maridt Participações, empresa pela qual o ministro Dias Toffoli recebeu pagamentos de fundo ligado ao Banco Master, mas a decisão foi anulada por Mendes.

Em nova reação contra as críticas do pré-candidato, Gilmar Mendes comparou nesta quinta-feira as falas a uma possível retratação do ex-governador como homossexual e questionou se isso não seria "ofensivo". "Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Ou se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso? Só essa questão. É isso que precisa ser avaliado", afirmou o decano do Supremo em entrevista ao portal Metrópoles.

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), saiu em defesa de Romeu Zema, seu possível adversário na corrida presidencial, e voltou a apontar supostos excessos do STF. Durante agenda em Belo Horizonte (MG), Caiado criticou a possível inclusão do mineiro no inquérito das fake news. "Não tem por que incluir Romeu Zema dentro de fake news. Isso excede, extrapola as funções do STF. A minha posição é de total respeito ao colega, que tem direito de expressão", afirmou.

A agenda de Caiado não contou com a presença do governador do estado e correligionário, Mateus Simões (PSD), que na corrida presidencial deve apoiar Zema, de quem foi vice-governador. Caiado minimizou a ausência de palanque no estado para uma eventual campanha à Presidência e afirmou que seu nome deve crescer nas pesquisas de intenção de voto assim que os debates começarem.

Já Romeu Zema cumpriu agenda em Goiás com reuniões com empresários, em Anápolis e em Goiânia, além de encontro da direção estadual do partido Novo e pré-candidatos da sigla, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Goiás (Acieg). Nesta sexta-feira, o mineiro continuará em Goiás para entrevistas, reunião com pastores evangélicos e novos encontros com empresários em Caldas Novas e Catalão.

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