Prefeitura de Goiânia prevê criar mais sete ecopontos

Pontos serão distribuídos entre diferentes regiões administrativas da capital e devem ser financiados com recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente (FMMA)
Por Jornal Daqui
Data: 06/10/2026
Área no Recanto do Bosque onde será implantado um dos ecopontos (Fábio Lima / O Popular)

Uma licitação deve ser aberta pela Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) para a implantação de sete novos ecopontos em Goiânia. Conforme apurado, cada estrutura está estimada em R$ 698 mil, o que representa um investimento de cerca de R$ 4,8 milhões no conjunto dos equipamentos. Os pontos serão distribuídos entre diferentes regiões administrativas da capital e devem ser financiados com recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente (FMMA).

As estruturas estão previstas para o Residencial Paulo Estrela, Residencial Fonte das Águas, Jardim Mariliza, setor Sol Nascente, Residencial Flores do Parque, Recanto do Bosque e Urias Magalhães. Em julho, o DAQUI havia informado que a Amma estudava a implantação de unidades nesses locais. A previsão é de que os novos ecopontos sigam o projeto e o padrão de custo da estrutura mais recente, instalada no Jardim Guanabara.

O Conselho Municipal do Meio Ambiente (Commam) aprovou, em janeiro deste ano, recursos do fundo para as unidades do Recanto do Bosque e do Residencial Flores do Parque. Uma fonte do conselho, que pediu para não ser identificada, afirmou que os sete ecopontos já receberam aval para o uso dos recursos. No entanto, não foi possível localizar em qual reunião houve a aprovação da unidade prevista para o Urias Magalhães.

As outras quatro unidades tiveram recursos do FMMA aprovados pelo Commam em agosto do ano passado, mas dois dos endereços indicados na época foram alterados. O ecoponto inicialmente previsto para o Jardim Bela Vista passou a ser listado para o Jardim Mariliza, embora a área permaneça no bairro original. Já a unidade para o Fonte das Águas estava prevista para o Conjunto Primavera, mas foi alterada porque o terreno original era destinado à implantação de equipamentos de esporte e lazer.

Recursos

O representante da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Goiás (OAB-GO) no Commam, Clarismino Luiz, diz que a aprovação do conselho se restringe à destinação dos recursos. "Aprovamos no conselho basicamente o seguinte: a destinação de recursos do fundo para aquele fim", explicou ao jornal. Segundo ele, a partir da autorização, cabe à Amma adotar os procedimentos administrativos necessários para executar a despesa.

A implantação dos sete ecopontos também está prevista entre as ações do Programa Viva Goiânia 2026, criado para marcar os 93 anos da capital. Entretanto, o edital ainda não havia sido publicado até o fechamento desta edição, a menos de 20 dias do aniversário da cidade.

A reportagem questionou a Amma sobre o andamento do processo e o valor total previsto para as sete unidades, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição.

Entre os locais escolhidos para receber um novo ecoponto está o Residencial Recanto do Bosque, onde já funciona um ponto de descarte provisório (PDP), a menos de 10 quilômetros do Aterro Sanitário de Goiânia. A Amma ainda avalia transformar outros PDPs em ecopontos. Atualmente há 6 na capital. Antes eram 8.

A Prefeitura pretende chegar a 23 ecopontos. A meta, que faz parte do Plano de Coleta Seletiva de Goiânia (PCSG), prevê, no médio prazo, 13 estruturas, sendo 4 na região norte e 3 em cada uma das demais regiões. Já o Plano de Gestão de Resíduos estabelece como referência uma unidade a cada 5 km. Atualmente, a capital tem cinco ecopontos, a Amma também analisa pedidos de vereadores e entidades para áreas como Fama, Campinas, Morro do Mendanha, Jardim das Hortências e Parque Santa Rita.

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