Daniel Vilela confirma apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno
“Um mantra que eu carrego ao longo da minha vida é que a política não suplanta uma boa gestão”, afirmou, ao reiterar a avaliação feita no último domingo (4) de que o estado ficou imune à “avalanche do PL”, disse
O governador reeleito Daniel Vilela (MDB) dedicou boa parte da agenda do primeiro dia após as eleições às articulações para fechar o acordo de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) para a disputa presidencial, mas também reafirmou que a força política do PL não foi suficiente para alavancar a oposição em Goiás. "Um mantra que eu carrego ao longo da minha vida é que a política não suplanta uma boa gestão", afirmou, ao reiterar a avaliação feita no último domingo (4) de que o estado ficou imune à "avalanche do PL", disse.
Em entrevista ao jornal ontem, ele disse que a vitória no primeiro turno com 59,17% dos votos válidos é resultado da eficiência do governo. "A nossa vitória se dá em razão da eficiência de um governo, de uma boa gestão, que entrega, que dá resultado, que é eficiente e é por isso que nós tivemos essa grande votação", comentou.
Ao explicar a escolha de Flávio contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador afirmou que "a era do PT se exauriu". "É um governo que não consegue entregar, que não tem eficiência, que é inerte aos problemas da vida moderna", disse. "A ele (Flávio) nós temos que dar o direito da dúvida", completou o governador.
Secretariado
Daniel admitiu que deve mudar parte do secretariado no novo governo. Questionado sobre a possibilidade de o presidente da Federação da Agricultura de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner (PSD), coordenador de sua campanha, assumir um cargo, ele afirmou que é uma opção e que ao menos aliados do pessedista comporão a equipe de auxiliares. "Acho que, em toda mudança de governo, se faz necessária uma oxigenação, uma reforma", afirmou.
Confirmado até 2030, o governador reeleito Daniel Vilela citou quatro processos que quer acelerar ainda este ano: a compra do novo prédio para o Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), o funcionamento do Cepi Paulo Vargas, a contratação de gestora para o fundo imobiliário e a implantação do InvestGO. Para este último, ele afirma que depende do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para fazer a contratação de profissionais e a implantação.
Para a implantação do Cepi, Vilela diz que ainda está no prazo. "Há contratos de gestão de alguns colégios de ensino profissionalizante que vencem em dezembro, então nós precisamos estar com o centro em funcionamento em janeiro".
Novo hugo
Sobre o novo Hugo, o governador diz que quer concluir a aquisição do novo prédio. "Há algumas pendências burocráticas, mas já quero fazer o pagamento conforme o cronograma deste ano, para termos a possibilidade de no início do ano já fazer a transferência pra lá. São ações que eu acho importante acelerar neste final de ano", afirmou Vilela para a reportagem.
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