Prefeitura de Goiânia retoma projeto Jardim de Chuva

Projeto-piloto estudado pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) prevê duas unidades no cruzamento das ruas 3 e 4, sendo uma na rotatória e outra em um canteiro com faixa zebrada
Por Jornal Daqui
Data: 16/09/2026
Cruzamento da Rua 3 com a Rua 4, no Setor Oeste, área onde serão implantados os primeiros dois jardins de chuva pela Prefeitura (Diomício Gomes / O Popular)

O novo plano da Prefeitura de Goiânia para implantação de 368 jardins de chuva inicia no Setor Oeste. O projeto-piloto estudado pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) prevê duas unidades no cruzamento das ruas 3 e 4, sendo uma na rotatória e outra em um canteiro com faixa zebrada. Segundo a pasta, o projeto arquitetônico foi finalizado, mas os projetos executivos ainda estão em desenvolvimento.

A escolha do cruzamento levou em conta o relevo, a inclinação das ruas e o caminho que a água da chuva percorre pela região. Também foram avaliadas as áreas disponíveis para receber a água proveniente das precipitações, a proximidade com galerias pluviais e os pontos onde já foram identificados alagamentos e erosão.

A reportagem questionou a pasta sobre o custo e o prazo para implantação das duas unidades, mas a Amma informou apenas que a execução ocorrerá após a conclusão da fase de desenvolvimento do projeto.

Junto aos dois jardins de chuva, a proposta prevê quatro grelhas de captação e quatro faixas de pedestre. O próprio comportamento da água durante as chuvas ajudou a indicar o local para a implantação. "(...) Fica nítido, como observado no local, que o rebaixamento da calçada para acesso de cadeirantes e deficientes físicos fica localizado exatamente onde a água da chuva fica empoçada, proporcionando dificuldades para os usuários. Contudo, essa poça de água sinaliza o local em que a água da chuva é encaminhada conforme o relevo, propiciando a instalação do jardim de chuva", explica o estudo.

Alteração

Durante a tramitação, a configuração inicial chegou a ser alterada pela própria Amma. A proposta passou a concentrar os dois jardins de chuva no cruzamento das ruas 3 e 4, um no canteiro com faixa zebrada e outro na rotatória. A nova configuração foi analisada pelos órgãos municipais de trânsito, planejamento e infraestrutura. Atualmente, o processo voltou para a Amma, que deve definir os próximos passos.

Durante a análise do estudo, um parecer da Gerência de Gestão Territorial e Mobilidade da Seplan identificou outro ponto de acúmulo de água no cruzamento das ruas 2 e 3, no mesmo bairro. Segundo relatos de moradores citados no documento, durante as chuvas a água chega "até quase o meio da via (Rua 2)". O local poderá ser avaliado para receber outro jardim de chuva e estruturas de drenagem.

A previsão é de que os jardins de chuva sejam implantados nas Zonas de Desenvolvimento Sustentável (ZDS) relacionadas aos parques Areião, Vaca Brava, Lago das Rosas, Bosque dos Buritis, Botafogo, Flamboyant, Jardim Botânico e Serrinha. São áreas nas quais o planejamento municipal busca conciliar ocupação urbana e preservação ambiental. "Eles terão importante função ambiental, pois atuarão como uma espécie de esponja natural, capaz de captar, reter e filtrar a água da chuva, contribuindo para reduzir os impactos da impermeabilização do solo nas áreas urbanas", explicou a Amma.

Financiamento

Apesar de o projeto-piloto ainda não ter uma estimativa de custo, a Prefeitura pretende financiar jardins de chuva, corredores verdes e ações de arborização com recursos de um empréstimo de até R$ 590 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Desse total, até R$ 50 milhões estão previstos para as chamadas Soluções Baseadas na Natureza.

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