Justiça, MP e polícias mudam e destroem políticos em eleição
Até o início do milênio, polícias, Ministérios Públicos e os Tribunais Eleitorais, tanto os Regionais quanto o Superior, adiavam pautas que interferissem em favor ou contra qualquer candidato. Pois tudo mudou. Em 2018, a poucas horas da votação, prenderam aliados de Marconi Perillo (PSDB), que havia liderado a disputa para senador. Resultado: ficou em 5º lugar, com 7,55%. Seus aliados foram atingidos, dos deputados ao então governador José Eliton, que tentava se reeleger e acabou em 3º, com 13,73%. Quase oito anos depois, a mesma Justiça absolveu todos eles, mas já era tarde.
Virou tradição ir atrás de político, acordá-lo às 6 da manhã para revistar-lhe a casa e o escritório, apreender o celular e prender o sujeito. Sentença? Nada. Prova? Só as que se está tentando obter com as medidas invasivas. Tem sido assim, por exemplo, com filhos de Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Lulinha não sai do noticiário. Eduardo Bolsonaro já ficou sem o cargo efetivo na Polícia Federal, perdeu o mandato e ai dele se puser os pés no solo da pátria amada, salve, salve. Portanto, direita e esquerda são vítimas.
No Estado, idem. A Polícia Federal foi atrás da sogra do governador Daniel Vilela (MDB) poucos dias após ele assumir o cargo. O nome dela? Foi divulgado, mas não importava: o desiderato era atingir o genro. Seu opositor, Marconi, novamente, foi fustigado quando vazou que recebeu R$ 14,5 milhões do Banco Master. Não existe processo nessa área que não possa esperar o fim das apurações nas urnas.
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