Serviço de telemedicina custará R$ 50,2 milhões
Deve ser lançada nesta semana, pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia, uma licitação que prevê a contratação, por um ano, no valor de R$ 50,2 milhões, de uma empresa especializada no serviço de telemedicina, para atender todos os dias sem interrupção. A intenção é fazer com que as unidades de pronto atendimento (UPAs) possam focar nos casos mais urgentes e emergenciais.
Levantamento feito pela pasta mostra que, em 2025, dos 820,5 mil atendimentos feitos nestes locais, cerca de 75% foram de situações clínicas de baixa gravidade que poderiam ser resolvidas em centros de saúde (CS) ou unidades de saúde da família (USF).
A empresa a ser contratada deverá oferecer a plataforma tecnológica de telemedicina, que os usuários poderão acessar por meio de computadores ou celulares, e também a equipe assistencial composta por profissionais de enfermagem e médicos habilitados, que serão responsáveis pela realização dos atendimentos remotos. A previsão é que o serviço permita que, por meio de teletriagens e teleconsultas médicas, pacientes com demandas não urgentes recebam avaliação clínica remota, orientação adequada e eventual encaminhamento para atendimento presencial quando necessário. Os médicos poderão emitir por meio deste sistema receitas e atestados.
Documentos que tratam do processo de contratação, os quais a reportagem teve acesso, apontam que a empresa vencedora da licitação será responsável por: plataforma digital de telemedicina em ambiente web e aplicativo; implantação da infraestrutura tecnológica necessária; serviços de teletriagem realizados por profissionais de enfermagem; serviços de teleconsulta médica remota; prontuário eletrônico com registro do atendimento; emissão de receitas, atestados e documentos médicos digitais; e ferramentas de gestão e relatórios assistenciais. "A solução deverá operar de forma integrada à Rede de Atenção à Saúde do Município de Goiânia", afirma um dos despachos.
A SMS acredita que, com o serviço de telemedicina, a população terá acesso mais rápido a uma consulta médica, seja virtualmente e mesmo presencialmente, pois, funcionando, a solução deverá reduzir a sobrecarga nas unidades de pronto atendimento. A pasta acredita que haverá uma adesão da população ao serviço por eliminar deslocamentos desnecessários às unidades de urgência.
80 mil podem ser atendidos por mês, prevê secretário
O secretário municipal de Saúde, Luiz Gaspar Machado Pellizzer, afirma que, considerando a média de atendimentos na rede municipal, que vai de 90 mil a 120 mil por mês, e a taxa de casos considerados de baixa complexidade chega até 80%, é possível que a demanda pelo serviço de telemedicina chegue até 80 mil por mês - que devem ser atendidos em 30 minutos. Nos estudos que embasaram o edital, é dito que o cálculo para o valor a ser pago levou em conta o tamanho da população de Goiânia. Estima-se uma taxa de adesão inicial entre 5% a 15% da "população elegível", com crescimento gradual.
Ainda sobre o cálculo, a pasta levou em conta que não há especificação correspondente nos catálogos de padronização de compras e contratações tanto do governo federal como no município. Segundo Pellizzer, o modelo a ser contratado é inédito entre as grandes cidades.
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