Convenções pressionam partidos por definição das chapas majoritárias
A três dias do início das convenções partidárias, os partidos e federações já iniciaram as articulações para oficializar as candidaturas que irão disputar o voto do eleitor no dia 4 de outubro. O prazo para realização das convenções estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa na próxima segunda-feira (20) e vai até o dia 5 de agosto.
A base aliada do governador Daniel Vilela (MDB) e do ex-governador e pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado (PSD), prepara um evento que deve reunir todas as siglas que compõem o arco de aliança do grupo que comanda o Palácio das Esmeraldas. A convenção da base, que acontecerá no dia 5 de agosto, marcará o anúncio de quem será vice de Daniel na disputa pelo Governo do Estado.
A vaga de vice na chapa do governador tem sido disputada entre o presidente licenciado da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner (PSD), o ex-secretário-geral de Governo Adriano da Rocha Lima (PSD) e o ex-senador Luiz do Carmo (PSD). A convenção também marcará o lançamento das chapas de MDB, União Brasil, PSD, PP e Podemos para as disputas proporcionais.
Chapa do PL
O PL do senador e pré-candidato ao Governo do Estado, Wilder Morais, ainda não tem data marcada para oficializar quem serão os postulantes do partido em outubro. Porém, a legenda é a única que já lançou a chapa completa para a disputa majoritária: Wilder e Ana Paula Rezende, pré-candidata a vice, para o governo estadual e o deputado federal Gustavo Gayer e o vereador Oséias Varão para o Senado. Resta acertar apenas as suplências de Gayer e Oséias.
A situação, porém, é diferente no PSDB e no PT. Os tucanos anunciaram como o cabeça de chapa na disputa pelo Executivo goiano o ex-governador Marconi Perillo, que tem trabalhado em agendas pelos municípios goianos. Porém, ainda não há data definida para o anúncio oficial do vice e dos dois nomes do tucanato para a Casa Alta.
Além do Cidadania, que está federado com o PSDB, apenas o Democracia Cristã está no arco de partidos aliados a Marconi. O partido articula para atrair o PDT, que agora está sob comando do procurador-geral da Câmara de Goiânia, Kowalsky Ribeiro. Entretanto, o alinhamento nacional dos pedetistas com o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diminui as chances de uma aliança.
Para compor a vice de Marconi, é especulada uma chapa pura. Para o Senado, a expectativa é de que os tucanos indiquem um nome e a outra vaga fique para o Cidadania, que tem Iure Castro, procurador-geral da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), como pré-candidato.
Indefinição da esquerda
Já o PT tinha a convenção marcada previamente para o dia 4 de agosto. Porém, segundo a assessoria da presidente estadual da sigla, deputada Adriana Accorsi, pode haver uma mudança na data escolhida.
Fato é que os petistas esperam chegar às vésperas da convenção com clareza sobre quem disputará o Governo do Estado, visto que o partido voltou à indefinição. Após meses de negociações, em junho, a cúpula estadual escolheu o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno como pré-candidato ao Esmeraldas.
A direção estadual só não contava com o apelo de Lula, que deixou claro para a deputada federal Adriana Accorsi (PT) e para a vereadora Aava Santiago (PSB) o desejo de ver a duas na chapa majoritária, com a petista ao governo e pessebista ao Senado. Apesar do apelo do presidente da República, as parlamentares continuam a rechaçar a ideia de mudar de rota. Accorsi e Aava miram a disputa pela Câmara dos Deputados.
Além disso, o campo progressista precisará de um acordo para as vagas ao Senado. Atualmente, há quatro pré-candidatos à Casa Alta distribuídos pelos partidos que irão caminhar com Lula em Goiás: Isaura Lemos (PSB), Aldo Arantes (PCdoB), Carlos Mundim (PDT) e Ricardo Dias (PV). A federação PSOL-Rede também reivindica uma vaga na chapa majoritária petista.
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