Tempo sem energia supera limite em 59% do estado
No ano passado, 90 dos 152 conjuntos de unidades consumidoras de Goiás descumpriram o limite para duração de interrupções no serviço de energia elétrica. O número corresponde a 59% da demanda. Já o teto para frequência de quedas foi desrespeitado em 32 (21%). Os números são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e tratam dos indicadores anuais.
Houve melhora nos dados na comparação com o ano anterior. Em 2024, o limite de duração de interrupções foi rompido em 107 conjuntos (70%) e a frequência máxima das quedas deixou de ser cumprida em 77 (50%). Os conjuntos elétricos são grupos de unidades consumidoras que pertencem a uma mesma área de concessão. Existem casos em que essas regiões receberam nomes de cidades, mas a abrangência pode ser mais ampla do que aquele município.
Os limites para Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) e Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC) são estipulados pela Aneel para serem seguidos pelas distribuidoras de energia elétrica. O resultado alcançado pelas empresas são indicadores da qualidade do serviço prestado.
Em Goiás, a Equatorial Goiás e a Companhia Hidroelétrica São Patrício (Chesp) são as companhias responsáveis pela distribuição de energia. A Equatorial tem a maior abrangência e está presente em 237 dos 246 municípios goianos. Já a Chesp atua em 10 cidades (a Equatorial é a principal distribuidora de Jaraguá, mas a Chesp atua em um povoado do município).
Equatorial
Na análise por distribuidora, a Equatorial é responsável por 147 conjuntos. Em 2025, a companhia cumpriu limites de DEC em 57 e a ultrapassou em 90. Quanto ao FEC, o teto foi respeitado em 115 e descumprido em 32. A Chesp atendeu aos limites de duração e frequência de queda de energia nos cinco conjuntos dos quais é responsável.
A Equatorial afirmou em nota que os resultados por conjunto registrados em 2025 demonstram "trajetória contínua de evolução da qualidade do fornecimento de energia no estado". Representantes da Chesp também comemoraram o resultado, apontando que os números são consequência de investimentos de cerca de R$ 60 milhões aplicados entre 2022 e 2024.
No escuro
O conjunto Jataí S1 registrou o maior tempo médio no escuro em 2025, com 62,8 horas, quando o limite era de 27. Além de parte do município de Jataí, a área engloba cidades como Aporé, Caçu, Caiapônia, Rio Verde, entre outros, que fazem parte de uma região com forte presença do agronegócio.
No ano anterior, o Jataí S1 havia registrado duração média de interrupção de 61,2 horas (o limite também era de 27), resultado que havia colocado a área em 3º lugar na lista daquelas que passaram mais tempo sem energia. Em 2024, o conjunto Britânia ficou no topo do ranking, com 62,2 horas no escuro (em 2025, houve queda para 49,6 horas).
Na análise da frequência, o conjunto São Miguel do Araguaia registrou 22,25 quedas; o limite era de 11. O número piorou na comparação com 2024, quando esta mesma área teve FEC de 15,5. O conjunto envolve municípios como Mundo Novo, Nova Crixás, Porangatu, além de São Miguel do Araguaia.
Os melhores resultados de duração e frequência de quedas de energia são de conjuntos que ficam localizados em Goiânia. Os moradores do Aeroporto S3, por exemplo, ficaram em média 2,11 horas sem energia no ano passado (o limite era de 6 horas). O conjunto Ferroviário S2 registrou o menor índice, de 0,87.
A Equatorial Goiás ficou em penúltimo lugar entre as distribuidoras de grande porte do País, em lista divulgada pela Aneel em abril, com base em indicadores de 2025. Os goianos ficaram em média 12,66 horas sem o serviço e a frequência de interrupções foi de 5,87 vezes.
Mais Notícias
Esteja sempre atualizado sobre os principais acontecimentos
Golpe usa Novo Desenrola para cobrar falsa taxa de renegociação
Um golpe identificado recentemente tem usado o programa Novo Desenrola Brasil para enganar pessoas que querem renegociar dívidas. Saiba mais
Tempo sem energia supera limite em 59% do estado
Duração das quedas em 2025 ficou acima do teto em 90 dos 152 conjuntos elétricos de Goiás, segundo dados da Aneel, que atestam melhor resultado na comparação com 2024 Saiba mais