27,62% das dívidas são com bancos e cartões

2,8 milhões de débitos podem ser negociados pelos goianos pelo Novo Desenrola Brasil
Por Jornal Daqui
Data: 11/05/2026
A servidora pública Maria Karolina Gonçalves Tavares: oportunidade de regularizar a dívida no Fies pelos estudos (Guilherme Alves / O Popular)

Cerca de 2,8 milhões de dívidas podem ser negociadas por goianos, dentro do Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal que permite a negociação de débitos bancários e financeiros com descontos de até 90%, prazo de até quatro anos para pagar e juros reduzidos. Um levantamento da Serasa, feito em parceria com o instituto Opinion Box, mostrou que dívidas com instituições financeiras (bancos e operadoras de cartão) respondem por 27,62% dos 10,2 milhões de débitos de consumidores inadimplentes no estado.

Goiás possui 2,68 milhões de inadimplentes, com 10,2 milhões de débitos, que somam um total de R$ 18,5 bilhões. O programa, lançado pelo governo no dia 4 de maio, também permite a negociação de dívidas com o Fies. Agora, as negociações são realizadas diretamente entre o inadimplente e o banco onde ele contratou o crédito, sem intermediação do governo.

Além disso, cada pessoa poderá sacar até 20% do saldo do FGTS para amortizar dívidas. O objetivo é a recuperação financeira das famílias, estudantes, produtores rurais e pequenos empreendedores. O Desenrola Empresas vai permitir que MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte, que já contrataram crédito pelo ProCred 360 ou pelo Pronampe, tenham melhores condições para renegociar dívidas.

Momento estratégico

Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), referentes a março de 2026, mostram que o número de inadimplentes no estado avançou 8,35% em relação ao ano passado e o total de dívidas cresceu 16,44%. Para o presidente da CDL Goiânia, Gustavo Henrique Marcelo de Faria, o Desenrola 2.0 chega em um momento estratégico para interromper o ciclo de endividamento. "Quando surgem condições reais de negociação, o consumidor passa a ter uma porta de saída, o que impacta diretamente na redução da inadimplência e na retomada do poder de compra, que é fundamental para movimentar a economia", afirma.

Grande parte das dívidas é de baixo valor, o que amplia as chances de resolução. Cerca de 25,63% dos consumidores devem até R$ 500, e 37,19% até R$ 1 mil. Segundo Gustavo de Faria, esse é um dos fatores que tornam o programa mais efetivo. "Muitas vezes, são dívidas pequenas que se acumulam e travam a vida financeira. Com desconto e parcelamento, o consumidor consegue resolver, limpar o nome e voltar a acessar o crédito", destaca.

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