Ex-secretário diz que Deccor investiga período anterior à sua gestão
A defesa do ex-secretário municipal de Desenvolvimento e Economia Criativa de Goiânia Silvio Silva Sousa divulgou nota na quinta-feira (11), em que afirma que ele assumiu o cargo após o período de suposto esquema de cobrança de propina em troca de alvarás denunciado por empresário e que embasou a Operação Taxa Criminosa, deflagrada pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor) na quarta-feira (10).
Silvio foi alvo de mandados de busca e apreensão e de quebra de sigilos bancário e fiscal . A nota, assinada pelo advogado Levy Rafael Alves Cornélio, nega irregularidades no período de sua gestão e diz que o ex-secretário não é apontado como autor de qualquer ato de corrupção no inquérito.
"O próprio denunciante (em depoimento à Deccor) declarou de forma expressa e categórica que o Sr. Silvio nunca lhe solicitou ou exigiu qualquer vantagem indevida", diz. Segundo o inquérito da Polícia Civil de Goiás, o empresário afirma que mencionou o nome de Silvio e de outros ex-auxiliares da Prefeitura por conta dos cargos que ocupavam e as dificuldades impostas para a liberação de alvarás.
"Os fatos descritos pelo denunciante remontam ao final de 2017 e se encerraram em 2021, quando ele afirma ter cessado suas atividades no município. Trata-se, portanto, de período em que o Sr. Silvio sequer ocupava o cargo público", diz a nota, mencionando que a nomeação ocorreu em maio de 2022.
A nota afirma ainda que o ex-secretário jamais exigiu qualquer vantagem indevida e que atuou em favor da desburocratização da emissão de alvarás em sua gestão.
"A defesa reafirma a plena confiança na atuação do Poder Judiciário e das autoridades responsáveis, à disposição das quais o Sr. Silvio sempre esteve e permanecerá, certa de que, ao final da apuração, restará inequivocamente demonstrada a absoluta ausência de qualquer envolvimento do investigado nos fatos noticiados", diz.
O POPULAR mostrou na quarta-feira que o empresário do ramo de entretenimento apresentou um dossiê de mais de 40 páginas à Deccor em 2023 , com comprovantes de depósitos e pix, mensagens e áudios, para apontar cobrança de propina em troca da liberação de alvarás de funcionamento de carretas Furacão e da Alegria. Ele alega ter sofrido prejuízo de R$ 400 mil.
Ao total, 12 ex-auxiliares da Prefeitura são investigados. A polícia afirma que há suspeita sobre um núcleo que cobrava pagamentos e serviços gratuitos e outro que dificultava o processo de liberação dos alvarás.
Mais Notícias
Esteja sempre atualizado sobre os principais acontecimentos
Ex-secretário diz que Deccor investiga período anterior à sua gestão
Alvo da investigação, Sílvio Sousa divulga nota afirmando que foi nomeado em 2022 e não é apontado como autor de qualquer ato de corrupção Saiba mais
O Brasil sob ataque
Assim como a família Bolsonaro usa a Casa Branca, o senador Davi Alcolumbre usa e abusa do Senado... Saiba mais