Goiás ocupa 6º lugar em casos de assédio eleitoral

Estado teve 33 ações na Justiça do Trabalho de 2023 a 2025; este ano já soma 8 denúncias no Ministério Público do Trabalho (MPT)
Por O Popular
Data: 21/08/2026
Aline Vieira Tomás Protásio, desembargadora eleitoral: resolução do TSE estabeleceu a vedação à prática do assédio eleitoral e os meios para denúncia (Divulgação / TJGO)

Goiás ocupa a sexta posição no ranking nacional de processos por assédio eleitoral na Justiça Trabalhista, no período de maio de 2023 a dezembro de 2025, aponta pesquisa divulgada esta semana pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Foram 33 ações no período, enquanto este ano, o Ministério Público do Trabalho (MPT) no Estado já recebeu 8 denúncias por pressões relacionadas à campanha em ambiente de trabalho.

A pesquisa do TST se soma à iniciativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de incluir expressamente a vedação a assédio eleitoral em resolução de março deste ano e ao acordo de cooperação assinado no início deste mês entre a Justiça do Trabalho, a Justiça Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral e o MPT para combater a prática nas organizações públicas e privadas.

O estudo do TST chama atenção para o crescimento do número de processos desde as eleições de 2018, e faz alerta sobre a permanência de práticas proibidas mesmo fora dos anos de campanha. "Os resultados evidenciam que o assédio eleitoral constitui fenômeno cíclico, fortemente associado ao calendário eleitoral, mas que vem assumindo características cada vez mais permanentes em decorrência do ambiente contemporâneo de polarização política", diz o documento.

Segundo o TST, a pesquisa inédita intitulada "Assédio eleitoral nas relações de trabalho: diagnóstico empírico dos processos judiciais e das práticas institucionais na Justiça do Trabalho" busca qualificar a atuação da Justiça trabalhista no enfrentamento à prática. Segundo a instituição, um grupo de magistrados atua em regime de plantão desde 1º de agosto com foco nas eleições.

O levantamento apontou 707 processos de assédio eleitoral ajuizados na Justiça do Trabalho até o fim do ano passado, dos quais 45 estavam em sigilo e 662 acessíveis. Este último universo foi considerado para o detalhamento. Em São Paulo, que possui dois TRTs (2 e 15) e é campeão do ranking, houve 129 processos.

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