Goiânia e Aparecida têm alvos de operação que mira contratos de prefeituras para lavar dinheiro do PCC
Uma operação da Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã desta segunda-feira (27), quatro pessoas suspeitas de se infiltrar no setor público para, por meio de contratos públicos, lavar dinheiro do tráfico de drogas para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A Justiça também autorizou 22 buscas e apreensões e determinou o bloqueio de mais de R$ 513 milhões em bens ligados aos investigados. Os mandados foram cumpridos em sete cidades paulistas (São Paulo, Ribeirão Preto, Guarulhos, Santo André, Mairinque, Campinas e Santos), em Brasília, em Londrina (PR), e em duas cidades de Goiás (Goiânia e Aparecida de Goiânia).
A principal estratégia dos investigados, de acordo com a Polícia Civil, estava no uso de contratos entre prefeituras e uma fintech, a 4TBank, responsável por operacionalizar o esquema de lavagem de dinheiro. Duas pessoas são apontadas como lideranças da rede de negócios. A primeira é João Gabriel de Mello Yamawaki, criador da 4TBank e responsável pela interlocução do grupo com a classe política. Ele está foragido, e a reportagem da Folha de S.Paulo não conseguiu identificar sua defesa.
Braço direito de Yamawaki, segundo as investigações, o ex-vereador de Santo André, Thiago Rocha de Paula, está entre os presos. Ele é suspeito de ligações com a liderança do PCC na região do ABC, conhecido como "Beiço de Mula". A Folha não localizou a defesa do ex-vereador.
"O que se apurou foi uma estrutura sofisticada, que buscava não apenas lucrar com atividades ilícitas, mas também se infiltrar em esferas do poder público para potencializar esses ganhos e dar aparência de legalidade aos recursos", afirmou o delegado Fabrício Intelizano, responsável pela investigação.
Sagres
Além de políticos, a fintech também se utilizava de fundações sem fins lucrativos para lavar dinheiro. Uma delas é a Fundação Sagres, que segundo as investigações recebeu parte dos recursos direcionados à lavagem de dinheiro. A entidade não respondeu à Folha .
Há outras entidades citadas, parte delas ligadas a Adair Antônio de Freitas Meira, proprietário do Sistema Sagres de Comunicação, apontado pela polícia como interlocutor do grupo em Brasília. A reportagem não conseguiu contato com o investigado. Adair, segundo as investigações, pagava boletos emitidos pelo 4TBank e depois recebia de volta parte do valor em espécie.
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