Equatorial fica em penúltimo no ranking da Aneel
O ranking de distribuidoras de energia elétrica 2025, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), divulgado nesta semana, mostra a Equatorial Goiás na penúltima posição. A empresa ficou em 32º lugar entre 33. No ano passado, os goianos ficaram em média 12,66 horas sem o serviço, e a frequência de interrupções foi de 5,87 vezes.
Apesar do resultado, a Equatorial registrou melhora em seus indicadores na comparação com anos anteriores. Em 2024, os goianos ficaram 15,91 horas sem energia, e a média de quedas foi de 7,61 vezes, com Desempenho Global de Continuidade (DGC) de 1,19. Já em 2023, a duração média de interrupções do serviço foi 21,58 horas e a frequência foi de 11,16 vezes.
Entre os piores
A principal distribuidora de energia do estado tem histórico nos últimos lugares na lista da Aneel. No ranking de 2024, por exemplo, a companhia ficou em penúltimo lugar entre 31 empresas. Em 2023, foi a última na lista em 29. Em 2021 e 2022, a empresa registrou o terceiro pior resultado, figurando em 27º, entre 29. A Equatorial comprou a antiga Celg-D da italiana Enel em 2022 e assumiu a gestão em 30 de dezembro daquele ano.
O posicionamento das distribuidoras no ranking é definido pelo DGC, indicador elaborado a partir da comparação de valores de Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) e Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC). No ano passado, o DGC da Equatorial foi de 0,96. Quanto menor o DGC, melhor o desempenho.
Indicadores
A Equatorial Goiás argumentou que os indicadores que medem a qualidade do fornecimento de energia no estado registraram nos últimos anos os melhores resultados da série histórica, desde 2001. A companhia destacou que o DGC compara o desempenho real das distribuidoras com as metas regulatórias estabelecidas individualmente para cada concessão, que consideram características específicas de cada área atendida.
De acordo com a empresa, os números demonstram que "desde 2001, hoje é o momento que houve menos tempo sem energia e menos interrupções para os consumidores goianos". Em 2001, os goianos ficaram 25,97 horas sem luz e a frequência de interrupções foi de 30,21 vezes.
Para a Equatorial Goiás, os resultados refletem o processo de reconstrução e modernização da rede elétrica iniciado em 2023, com investimentos que somam R$ 6,8 bilhões no período de concessão. Entre as medidas aplicadas, a companhia menciona ampliação e modernização de subestações, construção de novas linhas de distribuição, reforço da rede de alta tensão e substituição de equipamentos por tecnologias mais modernas.
A empresa argumentou, em nota à reportagem, que "enquanto diversas distribuidoras do país acumulam décadas de investimentos em suas áreas de concessão, a Equatorial Goiás iniciou há apenas três anos um amplo processo de reconstrução da infraestrutura elétrica no estado". A companhia disse que o foco é a redução da demanda reprimida e "preparação da rede para acompanhar o crescimento econômico de Goiás".
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