Influência da esquerda sobre a mídia barra ascensão de Flávio

As últimas semanas não foram exatamente tranquilas para Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Por O Hoje
Data: 09/06/2026
Ilustração: Takeshi Gondo

A relação com Daniel Vorcaro e a possibilidade de Donald Trump aplicar novas tarifas sobre produtos brasileiros têm colocado o presidenciável nas cordas do ringue. Como a pedagogia de esquerda domina a comunicação social, demonizar quem é de direita é um exercício prazeroso e rende manchetes. Agora resgataram o discurso de “soberania” para ajudar o presidente Lula a se firmar como favorito a vencer a eleição. Mas não tem como não citar que Flávio Bolsonaro negligenciou politicamente a ponto dinamitar pontes importantes com o eleitorado conservador. Para piorar, barrou sua ascensão nas pesquisas de intenção de voto para presidente da República.

De acordo com as amostragens captadas pelos pesquisadores, a queda tem sido mais acentuada entre eleitores com renda acima de cinco salários-mínimos, jovens de 16 a 24 anos e pessoas que se identificam como de centro-direita. Diferentemente do eleitorado do PT, que costuma avaliar governos mais por programas sociais do que por denúncias de corrupção que envolvem seus líderes, a direita brasileira é formada, em grande parte, por empresários, profissionais liberais, comerciantes e trabalhadores autônomos. Um público que costuma ser menos tolerante com corrupção, favorecimento ou relações inadequadas entre políticos e empresários.

Foi nesse espaço que Flávio Bolsonaro avançou ao longo dos últimos meses. Ao tentar construir uma imagem menos confrontacional do que a do pai, o senador reduziu as diferenças nas pesquisas de segundo turno, a ponto de vencer Lula (PT) em alguns levantamentos. É justamente por isso que a repercussão dos áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro passou a gerar inquietação dentro do PL. O problema não está no eleitor bolsonarista mais fiel. Esse continua com o Filho 01. A preocupação aparece entre os eleitores independentes, de grandes centros urbanos. É aí que São Paulo e Minas Gerais entram na equação. Juntos, os dois concentram mais de um terço do eleitorado brasileiro e possuem uma classe média numerosa, que cobra dos políticos o mesmo comportamento que exige de si própria: trabalhar, pagar impostos em dia e manter distância de qualquer escândalo. É esse eleitor que o PL precisa conquistar para vencer a eleição presidencial.

Desafio a ser vencido nas redes sociais

Diante desse cenário, a legenda ampliou nas redes sociais impulsionamento de publicações contra Lula (PT), associando o presidente aos casos do Banco Master, dos descontos indevidos no INSS e ao crime organizado. O núcleo duro da pré-campanha de Flávio Bolsonaro sabe que manter sua base não será um desafio. O problema agora será recuperar o eleitorado que tem migrado não para a terceira via, mas para brancos e nulos.

Bancada menor

Diante desse cenário, Valdemar da Costa Neto (PL) já admite uma recalibragem nas projeções de deputados federais. Antes, esperava 120 deputados eleitos. “Uma conta mais justa para o momento é eleger 110”, diz o dirigente. A eleição de uma grande bancada para a Câmara passa a depender do pré-candidato a governador nos Estados. Se estiver na liderança, puxa votos. Se estiver mal, o bolsonarismo tende a eleger poucos deputados federais.

Dois sofrimentos

… mais uma vez, ao não comunicar por meio de campanha a mudança no itinerário nas linhas de ônibus na T-55 e T-10, muitos usuários foram pegos de surpresa nesta segunda-feira (8) à espera de um ‘baú’ que nunca chegava. Muitos trabalhadores chegaram aos terminais sem saber das mudanças promovidas pelo prefeito Sandro Mabel (União Brasil). Ser pobre na gestão Mabel sofre duas vezes: superlotação nos ônibus e falta de campanhas publicitárias sobre mudanças de itinerário da linha.

Esquerda partida

O PDT lançou na disputa pelo Senado o advogado Carlos Mundim, o que aumentou a fragmentação na esquerda em Goiás. Caberá a Luis Cesar Bueno (PT), pré-candidato ao governo, unificar os interesses de PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede Sustentabilidade, PSB e PDT.

Festas das bases – Ao contrário dos deputados federais e estaduais nordestinos, os pré-candidatos a deputados federal e estadual de Goiás pulam de cidade em cidade nas festas de exposição agropecuária, aniversário de emancipação dos municípios e festas religiosas.

Ícone Mais Notícias
Esteja sempre atualizado sobre os principais acontecimentos