Comida di Buteco coloca verdura nos pratos de 49 bares
Apesar de ainda tratadas como coadjuvantes, as verduras assumem o centro do prato. Elas são o tema da 26ª edição do concurso Comida di Buteco, que será realizado entre hoje e 10 de maio, reunindo mais de 1,1 mil estabelecimentos do País. Em Goiás, são 49 bares participantes, 42 em Goiânia e 7 em Aparecida de Goiânia.
"Como os temas de cada edição são sempre nacionais, precisamos considerar a capilaridade, sazonalidade, disponibilidade e preço", afirma o diretor de operações do concurso, Filipe Tosta, sobre a escolha das verduras como eixo desta edição. Cada prato terá preço fixo de R$ 40. A proposta tem como objetivo estimular a criatividade dos bares sem romper com a base da cozinha de raiz. A expectativa dos organizadores é provocar releituras a partir de ingredientes acessíveis e presentes no cotidiano, mantendo o caráter democrático dos botecos e a identificação do público com os pratos.
Mesmo com a expansão nos últimos anos, Filipe sustenta que a essência do concurso permanece vinculada aos pequenos negócios familiares. Segundo ele, o perfil dos participantes, com donos e suas famílias à frente da operação, segue como critério central. "A ideia é preservar o boteco como extensão da casa, garantindo que o crescimento em escala não dilua a identidade construída desde a origem do evento", explica.
O Comida di Buteco foi criado em 2000 com a finalidade de resgatar e valorizar a cozinha de raiz por meio da visibilidade aos botecos espontâneos e tradicionais. Desde 2016, elege o melhor boteco do País.
Como funciona
O funcionamento segue o formato já consolidado: cada bar cria um petisco exclusivo e o público tem cerca de um mês para visitar, provar e votar. A avaliação considera petisco (70% da nota), além de atendimento, higiene e temperatura da bebida, com peso dividido igualmente entre voto popular e júri técnico (50% cada). Os cerca de 20% piores colocados de cada circuito ficam fora da edição seguinte, em modelo semelhante ao rebaixamento do futebol. Em maio são definidos os campeões regionais e, em junho, os jurados visitam os vencedores para eleger o melhor boteco do País, anunciado em julho, em evento em São Paulo.
Entre os estreantes em Goiás, a aposta é transformar a memória em prato. No Gercina Bar (@gercinabar), o responsável Luís Paulo Cortez parte da relação com o Rio Araguaia para construir o Bolinho de Caranha. "A caranha foi escolhida por carregar essa memória", afirma. Servido em quatro unidades, o petisco vem com emulsão de agrião e picles de acelga e maxixe, articulando crocância, cremosidade e acidez. "As verduras aparecem em todo o prato, trazendo frescor e equilíbrio", resume. O desafio, segundo ele, foi ajustar essa combinação sem romper a identidade de boteco.
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