Novo centro administrativo de Goiás vai ocupar prédio da Caixa no coração de Goiânia
O Governo de Goiás anunciou a criação de um novo centro administrativo estadual em Goiânia, a partir da aquisição do prédio que atualmente abriga a Caixa Econômica Federal, localizado na Avenida Anhanguera, nº 5.829. O imóvel, conhecido como Corporate Financial Center, vai concentrar estruturas hoje espalhadas pela cidade, com destaque para a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a Secretaria da Administração (Sead) e o Procon Goiás.
O anúncio ocorreu no domingo (29), por meio das redes sociais do governador Ronaldo Caiado (PSD) e do vice-governador Daniel Vilela (MDB). A iniciativa faz parte de uma estratégia de reorganização administrativa, com foco na redução de despesas e na melhoria do atendimento ao público.
Durante visita ao edifício, Caiado afirmou que o espaço apresenta condições adequadas para receber tanto servidores quanto cidadãos. “Vai ser um espaço confortável para receber a população e também os servidores”, declarou. Segundo ele, a proposta busca reunir serviços essenciais em um único endereço, o que facilita o acesso da população e fortalece a presença institucional no Centro da Capital.
“A nova sede do governo vai se juntar a outros espaços revitalizados do centro de Goiânia com a Praça Cívica, Centro Cultural Marietta Telles, Biblioteca Pio Vargas, Museu da Imagem e do Som”, acrescentou.
O prédio possui mais de 26 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em 15 pavimentos, além de subsolos, térreo, mezanino e auditório. A estrutura comporta cerca de 2,2 mil servidores e foi projetada originalmente para uso corporativo, o que reduz a necessidade de adaptações para funcionamento de órgãos públicos.
A aquisição custou R$ 101,6 milhões e integra uma política de redução de gastos com contratos de locação mantidos pelo Estado. A estimativa oficial aponta economia anual superior a R$ 21 milhões, além de diminuição de despesas indiretas, como manutenção predial, consumo de energia, segurança e deslocamentos entre unidades administrativas.
Daniel Vilela destacou o impacto financeiro da medida e a modernização da gestão pública. “Com esta nova sede, nós vamos reduzir consideravelmente os gastos com aluguéis e manutenção, economizando mais de R$ 21 milhões por ano”, afirmou.
A ocupação do prédio ocorrerá de forma gradual. O Procon Goiás deve iniciar atendimento no local a partir de julho de 2026. Já as secretarias da Saúde e da Administração têm previsão de transferência a partir de janeiro de 2027, após adequações internas e reorganização dos espaços. A expectativa é que a migração ocorra por etapas, de modo a não comprometer o funcionamento dos serviços durante o processo de mudança.
“A partir de julho, o Procon já estará funcionando aqui e depois da reforma, em janeiro do ano que vem, os outros órgãos também virão para cá”, afirmou o governador.
O planejamento técnico da mudança está sob responsabilidade da Subsecretaria de Logística e Patrimônio, vinculada à Secretaria da Administração, que conduz estudos para redistribuição das unidades e melhor aproveitamento da estrutura. A pasta também avalia ajustes necessários para garantir acessibilidade, segurança e eficiência operacional no novo endereço.
Projeto aposta na reocupação do Centro de Goiânia
Além dos efeitos administrativos e financeiros, o projeto também aposta na reocupação do Centro de Goiânia como vetor de desenvolvimento urbano. A presença diária de servidores e usuários de serviços públicos deve aumentar a circulação de pessoas, estimular o comércio local e contribuir para a revitalização da região.
>Segundo Caiado, o novo centro administrativo se soma a outros equipamentos públicos e culturais já existentes no Centro, reforçando a estratégia de valorização da área. A expectativa do governo é que a concentração de serviços em um único espaço amplie a eficiência da máquina pública e melhore a experiência do cidadão no acesso a serviços essenciais.
Com a iniciativa, o prédio passa a integrar o patrimônio do Estado de Goiás, consolidando uma política que prioriza a redução de despesas recorrentes e a otimização da estrutura administrativa. Alan Farias Tavares, secretário de Estado da Administração avalia que a centralização de órgãos pode reduzir burocracias internas, acelerar processos e favorecer a integração entre equipes, o que tende a refletir diretamente na qualidade dos serviços prestados à população.
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