Empresa de Goiânia é condenada a pagar indenização a trabalhadora que era chamada de velha pelos colegas

Funcionária denunciou que sofreu assédio moral de colegas e de uma gerente da empresa
Por Jornal Daqui
Data: 13/03/2026
Conversa entre a funcionária da empresa e uma colega (Reprodução/ Processo judicial da Justiça do Trabalho)

Uma empresa de Goiânia foi condenada a pagar indenização a uma assistente financeira de um escritório de contabilidade. Segundo o Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT), ela conseguiu comprovar que sofreu assédio moral dos colegas devido a sua idade.

O DAQUI procurou a defesa da empresa mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem

A mulher alegou à Justiça do Trabalho que foi alvo de ofensas no seu ambiente de trabalho pela gerente do escritório (chefe dela), e de alguns colegas.

A empresa, por sua vez, recorreu pedindo a reforma da sentença que a havia condenado ao pagamento de R$3 mil por danos morais. A empresa contestou os depoimentos da testemunha e afirmou que o tratamento relatado no processo entre a assistente e a colega de trabalho acontecia fora da empresa.

Entenda o caso

Segundo o processo, a gerente teria feito um comentário discriminatório sobre a contratação da funcionária, em razão de sua idade, afirmando que o dono do escritório não deveria contratar pessoas "velhas". Além disso, a trabalhadora afirmou que era constantemente chamada pelo apelido pejorativo de "véia" por uma de suas colegas. No processo, prints de mensagens de textos trocadas entre as duas comprovam o relato. (Veja abaixo) .

O juíz Wellington Peixoto destacou que a reclamante, em seu depoimento, demonstrou abalo emocional, relatando que o tratamento a deixava constrangida e deprimida, a ponto de chorar no local de trabalho. Uma das testemunhas afirmou que presenciou a gerente do escritório dizer que "não podia contratar gente velha".

A testemunha também confirmou que a trabalhadora era chamada de "véia" por uma de suas colegas e que apenas ela era tratada por apelido no setor.

Segundo os autos, a própria testemunha indicada pela empresa admitiu em seu depoimento que chamava a reclamante pelo apelido em conversas particulares, embora tenha tentado caracterizar o tratamento como amigável.

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