Estado ficou, em média, 12,66 horas sem energia em 2025 e tem melhor resultado

Apesar de indicador ser o menor na série iniciada em 2001, período está acima do limite da Aneel; Caiado já apontou dificuldade na oferta de energia por inércia do governo federal
Por Jornal Daqui
Data: 10/03/2026
Governador Ronaldo Caiado (PSD) no discurso na Alego: críticas ao governo federal pela falta de redes de transmissão em Goiás (Wildes Barbosa / O Popular)

Goiás atingiu os melhores números em relação a queda de energia elétrica, na série histórica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), iniciada em 2001. O consumidor goiano ficou em média 12,66 horas no escuro no ano passado. A frequência das interrupções do serviço foi de 5,87 vezes. No entanto, a média de duração das quedas ficou um pouco acima do limite determinado pela reguladora, que era de 11,24 horas. Já a frequência de quedas ficou abaixo do teto, que era de 7,39.

Os indicadores são referentes ao serviço de distribuição de energia prestado pela Equatorial Goiás, que atende 7,4 milhões de habitantes do estado em 237 dos 246 municípios. A empresa chegou a Goiás no final de 2022 e começou a operar oficialmente em 29 de dezembro daquele ano.

Na concessão, a Equatorial substituiu a italiana Enel. Quando assumiu o governo em 2019, o governador Ronaldo Caiado (PSD) iniciou uma série de críticas e cobranças pela melhoria do serviço. Embora não tenha participado das negociações diretamente, por ser uma tratativa entre entes privados, a transferência da antiga Celg-D da Enel para a Equatorial foi acompanhada de perto pelo governo.

Em fevereiro deste ano, em discurso durante a sessão solene de abertura dos trabalhos de 2026 da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Caiado atribuiu as dificuldades de oferta de energia no estado à falta de rede de transmissão, de responsabilidade do governo federal, e falou sobre seu papel na troca da distribuidora que atua em Goiás. "Eu fui o único a expulsar a Enel".

Comparação

A empresa Enel foi responsável pela distribuição de energia em Goiás entre 2017 e 2022. No último ano da italiana na concessão, os goianos ficaram 22,55 horas sem energia. Na oportunidade, o indicador foi maior do que em anos anteriores. Em 2020, a duração média das interrupções havia sido de 16,48 horas. Em 2021, de 18,75 horas.

A série histórica da Aneel mostra que a maior Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) registrada em Goiás foi em 2015, com 43,24 horas. O limite imposto pela agência naquele ano era de 15,81. Já a maior Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC) é de 2001, com 30,21 vezes. O limite, no entanto, era maior, de 42,64.

Após investimento de mais de R$ 6 bilhões, o resultado registrado nos indicadores foi comemorado pela Equatorial Goiás. Para o superintendente Técnico da concessionária, Roberto Vieira, os resultados começaram a ser registrados em 2023, mas de forma mais tímida, já que as melhorias demandam a soma de investimentos. "Enxergamos uma performance da rede no final do ano de 2025 muito melhor daquilo que encontramos aqui na concessão (no final de 2022)".

Quanto ao fato de a duração das interrupções de energia ainda estar acima do limite determinado pela Aneel, Vieira explicou que a Equatorial tem acordo com a agência para atingir o indicador até 2028. A avaliação é que os números avançam de forma positiva, com a possibilidade de atingir o teto regulatório antes do prazo. Para ele, é comum que a frequência diminua mais rápido do que a duração das interrupções.

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