Desejo sexual hipoativo afeta principalmente mulheres e pode estar ligado a fatores emocionais

Nas mulheres, a queixa frequentemente está relacionada a dificuldades de excitação e de atingir o orgasmo
Por O Hoje
Data: 04/03/2026
Desejo sexual hipoativo afeta principalmente mulheres e pode estar ligado a fatores emocionais. | Foto: Reprodução/Freepik

A redução persistente do interesse por atividades sexuais, conhecida clinicamente como Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo, está entre as disfunções sexuais mais frequentes, especialmente entre mulheres. A condição se caracteriza pela diminuição ou ausência de pensamentos e fantasias de natureza sexual por um período prolongado, geralmente superior a seis meses, e pode provocar sofrimento emocional e impactos nos relacionamentos.

Embora também atinja homens, a prevalência é maior no público feminino. Entre eles, o quadro costuma aparecer associado à disfunção erétil. Já nas mulheres, a queixa frequentemente está relacionada a dificuldades de excitação e de atingir o orgasmo.

Especialistas explicam que a condição vai além da simples oscilação do desejo, considerada natural ao longo da vida. Para ser caracterizado como transtorno, o quadro precisa ser persistente e gerar desconforto significativo. Entre os principais sinais estão a ausência de interesse por atividade sexual, a baixa resposta a estímulos eróticos e a falta de desejo espontâneo.

Além dos fatores físicos, aspectos emocionais desempenham papel importante. Quadros de ansiedade, depressão, estresse e conflitos conjugais estão entre as causas mais comuns associadas à queda da libido. Em muitos casos, o impacto psicológico acaba reforçando o ciclo de distanciamento íntimo.

Médicos também alertam que a diminuição do desejo pode ter origem em alterações hormonais, doenças crônicas ou no uso de determinados medicamentos. Nessas situações, a baixa libido é considerada consequência de outra condição clínica, e não um transtorno primário.

O diagnóstico deve ser feito por profissional de saúde, após avaliação clínica detalhada. O tratamento varia de acordo com a causa e pode incluir acompanhamento psicológico, terapia sexual, ajustes hormonais ou revisão medicamentosa.

Baixa libido tem causas múltiplas e exige avaliação clínica individualizada

A redução persistente do desejo sexual, característica do Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo, está associada a uma combinação de fatores físicos, emocionais e relacionais das mulheres. Especialistas afirmam que o desejo sexual é um fenômeno complexo e, por isso, sua diminuição raramente tem uma causa única.

Entre os fatores mais apontados está o estresse, que interfere diretamente na resposta sexual do organismo. Transtornos de ansiedade e depressão também impactam negativamente a libido, uma vez que afetam o humor, a energia e o interesse por atividades prazerosas. O uso de determinados medicamentos, especialmente alguns antidepressivos, pode provocar queda do desejo como efeito colateral.

Alterações hormonais representam outro fator relevante. Mudanças típicas da menopausa, desequilíbrios na tireoide e níveis reduzidos de testosterona estão entre as condições que podem influenciar a diminuição da libido. Doenças crônicas, como diabetes, além de quadros de hiperprolactinemia e até incontinência urinária, também aparecem como causas possíveis.

Questões emocionais e experiências traumáticas, como histórico de abuso sexual, podem interferir na vivência saudável da sexualidade. Problemas conjugais, conflitos frequentes, distanciamento afetivo ou dificuldades sexuais do parceiro também contribuem para o quadro.

Abordagem multidisciplinar é recomendada

O tratamento depende da identificação da causa predominante. A falta de desejo pode gerar sofrimento individual e afetar a dinâmica do casal, o que torna essencial a avaliação profissional. A investigação costuma incluir exames laboratoriais para análise hormonal e avaliação clínica detalhada.

Especialistas recomendam uma abordagem multidisciplinar, com a participação de psicólogos, sexólogos, ginecologistas, urologistas e endocrinologistas. O tratamento pode envolver psicoterapia, terapia sexual e, em alguns casos, medicação.

Entre os fármacos utilizados estão estrogênios, tibolona e testosterona, sempre sob prescrição médica e acompanhamento rigoroso. A escolha terapêutica deve ser individualizada, considerando o histórico clínico e as necessidades de cada paciente.

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