Ao lado de Flávio e Zema, Caiado prega unidade da direita e defende anistia

Em ato bolsonarista na avenida Paulista, em São Paulo, goiano chama filho de Jair Bolsonaro de meu amigo, elogia ex-presidente e evita citar pré-candidatura
Por O Popular
Data: 02/03/2026
Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro: elogios ao senador, a quem chamou de amigo (Arthur Lamonier/Thenews2/Folhapress)

Pré-candidato a presidente da República e governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) usou tom de unidade durante discurso, neste domingo (1º), na Avenida Paulista, em São Paulo, durante ato pró-anistia organizado por bolsonaristas.

No palanque também estavam outros dois pré-candidatos, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal nome da direita para a disputa deste ano e protagonista do evento.

Caiado não citou diretamente o próprio projeto eleitoral, chamou Flávio de "meu amigo" e fez elogios ao senador. "Saiba que eu, ao meu lado também o governador de Minas Gerais, nós estamos com o mesmo objetivo. Aquele que chegar lá, eu já disse, o primeiro ato será a anistia plena, geral e irrestrita em 1º de janeiro de 2027", disse o goiano.

Flávio mencionou Caiado ao agradecer a presença dos governadores presentes. "É muita honra estar no mesmo palanque defendendo os mesmos ideais que uma pessoa com a sua história. Isso prova que isso aqui não é ato eleitoral. Tem aqui dois pré-candidatos juntos. Não estamos disputando voto. Estamos aqui pensando no que é melhor para o nosso País", declarou o senador,

Caiado começou seu discurso afirmando que "muitos aqui não me conhecem" e destacou, em seguida, características da segurança pública em Goiás, uma das principais bandeiras de sua pré-campanha a presidente.

"Eu tenho a melhor polícia porque nenhuma usa câmera digital, minha polícia é feita para defender a população do estado e assim será no Brasil, se nós chegarmos lá (na Presidência)", declarou. A participação em eventos nacionais é uma das principais estratégias de Caiado na tentativa de se tornar mais conhecido.

O governador também fez elogios a Jair Bolsonaro (PL), destacando a capacidade de mobilização popular do ex-presidente mesmo sem mandato e preso. Caiado também fez elogios ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), responsável por convocar a manifestação deste domingo.

Em entrevista antes de subir no trio elétrico, o goiano disse que a direita não pode perder as eleições deste ano. "Eu acredito que em 2026 um de nós vai chegar lá, e o que chegar lá vai ter coragem exatamente para poder desmontar tudo isso. É o que eu falo. O problema é que nós não podemos perder as eleições. Esse é o fato principal. E quem sentar naquela cadeira tem que ter autoridade moral e coragem pessoal para fazer as mudanças que o Brasil deseja", disse Caiado.

Conhecido pela forte presença nas redes sociais, o deputado federal goiano Gustavo Gayer (PL) também discursou usando tom de unidade. "Às vezes pode ser que é mais difícil chegar a uma união. Mas hoje um recado muito forte está sendo dado. Hoje a direita está unida mais do que nunca para resgatar o nosso País", disse. Gayer é pré-candidato a senador.

O evento reuniu parlamentares e outras lideranças nacionais da direita e da extrema-direita, como prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o pastor Silas Malafaia. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não compareceu porque cumpre agenda na Alemanha.

O principal ato deste domingo ocorreu em São Paulo, mas as manifestações também foram realizadas nas capitais, como Goiânia (leia mais ao lado). O movimento foi chamado de "Acorda, Brasil", com a defesa de anistia para pessoas presas por atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro de 2023 e para Bolsonaro, condenado por liderar uma tentativa de golpe e por organização criminosa, entre outros crimes.

Os manifestantes também protestaram contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Morais e Dias Toffoli.

Entre os temas explorados estão as recentes polêmicas envolvendo ministros do STF e o Banco Master e a investigação de fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na última semana, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS determinou a quebra de sigilo bancário de Lulinha, filho de Lula.

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